domingo, 27 de novembro de 2016

Linhas traçadas...



Por entre as linhas travadas,
As estrelas caladas,
Os sois frios de suor,
E as luas cansadas.
Por entre montes e vales,
As linhas que se atravessam,
Suam entre as gotas,
Por travessas quentes.
Vivências conquistadas,
Gostariam de pensar traços,
Quentes nos frios poderosos,
Libertos por riquezas.
Cantaria as qualidades,
Mandante de luzes,
Em noites que caiem distantes,
Por entre caminhos longos.
Gostaria de usar,
Os meus sonhos tratados,
Sentindo os sabores,
Que jamais imaginava saborear.
Tentado na luta,
Por uma vontade liberta,
De poderes usados,
Por tratados tratados.








terça-feira, 1 de novembro de 2016

Corpos colados por fim...



Uso meu corpo no teu,
Em valores frios de calor,
Por onde os mares não chegam,
Pois se encontram tapados.
Percorria tua pele,
Em locais que se escondem,
Por entre as linhas cruzadas.
De lingeries de papel.
Taparia os locais visíveis,
Para não perceberes as ondas,
Que os dedos provocam,
No toque da tua pele.
Sem nada a tapar,
Pedaços de pele todos a nu,
Onde os dedos navegam,
Sem obstáculos a fim.
Poderia usar a língua,
Numa passagem bem suave,
Por onde a pele grita,
Quero agora mais que isso.
Os dedos não chegariam,
Para acalantar o desejo,
De um ardente pedido,
Que quer bem mais.
Degostaria pedaço de pele,
Arrepiada na passagem,
De dedos cravados,
Em toques sensuais.
Fluidos começariam,
A escorrer pele quente,
Onde escondidos não se viam,
Num dia de sol quente.
Assim com o gelo perto,
A pele pede mais,
Sem fim à vista,
Mas com sensações apertadas.
Nos momentos seguintes,
As vontades confundiam se,
Com desejos pendentes,
E fetiches lembrantes.
Já só queria a pele solta,
Como a que sinto agora,
Para com dedos e língua,
Navegar em portos abertos.
Pela pele navegar,
Em gemidos suaves,
Gritos altos que se soltam,
Por toques impenetráveis.
Apenas passagens,
Toques e nada mais,
Por uma corpo desejoso,
Que não termine mais...

As pretensões da mente...



Com pretensões ilusórias,
De navegar em mares terrenos,
Andar por pedras afiadas,
Voar sem asas presas.
Sorrir até ao fim,
Com lágrimas bafejar a sorte,
Abraçando quem vem,
E ajudando quem vai.
Lutarei até perder forças,
Para me manter assim,
Louco permanente,
Em desejos pendentes.
Ficaria alegre por tudo,
Contente por nada,
Em viagens locais,
Pelos mundos existentes.
Gastaria segundos do dia,
Em horas de conquista,
Por mais e alguns que tais,
Sem perder noções de quais.
São sonhos ou não,
De verdades conquistadas,
Em realidades virtuais,
De vivências humanas.
Sou o ser que sou,
Em fidelidades retratadas,
Por quadros pintados,
Sem autores reais.
Tutelaria um ser,
Que não mais existe,
Por existência tão digna,
De permanência na mente.
Usaria do bom senso,
Usando o quotidiano,
Sem conhecer o mundo,
De forma tão latente.
Ficaria nos cantos,
Olhando de esguelha,
Para perceber este mundo,
Onde resido na mente...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Banho preparando o fim noutro lado...


Oiço a água correr,
Uma música de fundo,
A porta fechada,
Anuncia bom pronuncio.
Oiço sussurrar o meu nome,
Sigo o som suave,
Uma porta que se abre,
É um corpo assim já nu.
Entro sem pedir,
Pois o chamar bastou,
Colocam me as mãos,
E fazem um gesto "shiu".
Meu corpo passa a ter dona,
Colado à parede,
Sinto a roupa cair,
E as velas a iluminar.
Os dedos percorrem minha pele,
Sem nunca chegar perto,
Dos locais mais quentes,
De um corpo que já arde.
Levam me até perto,
De uma banheira já cheia,
Sua espuma esconde água,
Com perfume de jasmim.
Entram a minha frente,
Deitam se sobre a espuma,
Que abre caminho,
Para a água sentir.
Não me deixam entrar,
Fica deitada a olhar,
E a fitar meu corpo,
Pois o seu escondido está.
Pede para tocar,
Sua pele molhada,
Escondida na espuma,
E rendida pela água.
Depois de correr pela pele,
Pedem para entrar,
Numa banheira imensa,
Que os corpos se colam.
Apenas beijos e toque,
Na pele molhada,
Por entre a espuma,
Sem tocar no ponto quente.
A água aquece ou esfria,
Não percebo bem,
Mas também não importa,
Pois o arder está latente.
Quando por fim já lavados,
Pela espuma esvoaçante,
A música assim pede,
Que se unam dois corpos.
Então a água salpica.
Uma casa de banho pequena,
Por entre as gotas de espuma,
Que saíem do movimento.
Tudo indica o fim,
Mas no momento certo,
O fim não chega,
Porque espera assim,
Um encontro bem quente,
Numa outra divisão...








Pensamento e palavras...



Pensamento destreinado,
Palavras que se prendem,
Degradação permanente,
Em virtude do fim.
Sentimento cansado,
Pensamento doado,
Libertação liberta,
De prisão bem solta.
Foi assim a chegada,
A uma lua sem luz,
Que de fria nada tinha,
E o sol não aquecia.
Bebia água seca,
De uma fonte cansada,
Representada por um caneco.
Voaria até ali,
Novamente a prever,
O que de novo iria ver,
Sem que nada o provasse.
Horas a fio de olhares,
Premiado por um nada,
Que vendo bem até era,
Um formiga lavada.
Corpos nus ou não,
Por entre árvores sem flores,
Que tapavam imenso,
O vulto de quem lá estava.
Jogado para o rio,
Que de perto nada tinha,
E que seco corria,
Para as margens do livro.
Por entre cordas e pinhais,
Assumindo o gosto,
De uma margem com flores,
Que um dia lá tinha havido.
Viesse assim o mar,
Até ao encontro de nós,
Por entre as ondas rasgadas,
De um mar bem flat...






Naquela noite clara...


Correndo lentamente,
Para os braços fechados,
Por entre olhares,
Em pleno escuro.
Aproximam-se dois corpos,
De dois seres pensantes,
Que preferem o toque,
Nos desejos ardentes.
Sonhos e ilusões,
Em corridas paradas,
De toques voltados,
Para peles arrepiadas.
Fugazes e audazes,
Libertos de sons,
Em prisões abertas,
De mentes bem fechadas.
Julgam por tudo,
Fazem por nada,
Soltam se as amarras,
E tocam se a cada segundo.
São poderes repostos,
Em ruas da calçada,
Por entre paredes,
Que gemidos se sentem.
Luzes apagadas.
Que iluminam bem o corpo,
Em eruditas conversas,
De bocas seladas,
Em salas quadradas.
Pelo chão se estende,
A roupa que não existe,
Em peças pequenas,
De lutas inquietas.
Erupções vulcânicas,
Sem vulcões por perto,
Ardentes os desejos,
Que em ilusões se tornam.
Cada linha um prazer,
Cada toque um gemido,
Cada beijo um voar,
Cada orgasmo um paraíso...




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Entrando e sentindo...




Entro pelo mar pequeno,
Sinto cada corrente do rio,
O riacho que se mexe,
Na enorme gota de água.
Salgado no açúcar,
Pelos doces me arrepio,
No salgado me sinto,
Como pedra adjacente.
Pela pele subo,
No correr me reduzo,
Pela vontade de viver,
Como um louco na ponte.
Viro para a esquerda e voo,
Na direita rastejo,
Pelo centro me fico,
Apreciando casa estrela.
Calado pela vida,
Falante pelo momento,
Calejado na lágrima,
Farejante no sorriso.
Vivendo pela alegria,
Correndo pela direção,
Que o Sol me mostra,
A cada luar preenchente.
Usando e trauteando,
As palavras de sorrisos,
Que se provocam do nada,
Nas ilusões traçadas.
Sou um louco assumido,
Que se sente por demais,
Numa vida estridente,
Em lugares a mais.
Nas estrelas me guio,
No sol me aqueço,
Na lua me deito,
Nas pedras me sinto...





segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ser único e em paz...


Ser único ou não,
Que sente o que poucos sentem,
Da forma que não deveria sentir,
A importância de palavras,
Que nos ouvidos ecoam.
Prioridades volvidas,
No meu ser perfilam,
Sentir que sou biblot,
No mundo existencial.
A paz que nasceu,
Ensinou a acalmar,
O que antes revoltava,
Agora apenas denota.
Já percebi que sou,
Sempre o ser,
Que de nada,
Torna tudo.
Mas que o tudo não é,
Até cansar de lutar,
De não ser o tudo,
Por mais que um segundo.
A mente não ajuda,
Neste crescimento doloroso,
Em lágrimas engolidas,
E orgulho revolvido.
Culpado me considero,
De ser o que sou,
Neste mundo perfeito,
Onde mora a minha imperfeição.
Guloso e sedento,
De fazer feliz,
Todos que rodeiam,
Com especiais sorrisos.
Faminto por conseguir,
Perceber o manto,
Que cobre quem amo,
E entender me assim.
Sou apenas e só,
Pó e nuvem passageira,
Num espaço relutante,
Onde a lua cresce.
Nas estrelas refugiu,
No silêncio me encontro,
No peito sinto,
A calma e paz,
Do ser deitado em mim...




quinta-feira, 21 de julho de 2016

As paredes pintadas...



Por entre quatro paredes,
Corpos colados entre si,
Trocados pelo frio da tinta,
Que acabava de secar.
Sons que se avizinhavam,
Calores que se sentiam,
Olhares que se cruzavam,
Dedos que entrelaçavam.
Nos desejos criados,
Pelo toque na pele,
Da tinta fresca,
Confundida com o suor.
O ondular da ventoinha,
Que percorria a tinta,
Fazia mexer cabelos,
É a pele refrescar.
Com a língua percorria-se,
A pele pintada,
De suores e tinta,
Que se juntava ao prazer.
Sentia-se bem,
Qual parede pintada,
Pois na outra,
O calor intensificava mais.
Dedos calejados,
Suaves como pincéis,
Dados a encontros,
Húmidos da pele.
Joelhos que no chão poisavam,
Para outras partes beijar,
É o tempo aqueçer,
Na pele fria da tinta.
A humidade aumentava,
No que escorria pelas pernas,
Por suaves movimentos,
Da língua no seu meio.
Desejos de prazeres.
Vontades de gritares,
Em tremenda quentura,
Que se provoca no prazer.
Em solo pintado,
Os corpos se unem,
Se ouvem gemidos,
Que molhado tudo tinham.
A tinta escorria,
Já misturada no molhado,
Que os corpos colados,
Provocavam entre si...




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sentir e louvar...



Já só queria sentir,
Tua vontade ou desejo,
Tua pele arrepiada,
Num suspiro de vento.
Penetrar tua mente,
Iluminar o desejo ardente,
De quem sente,
Mas foge no presente.
Uma chama que arde,
Um frio que desaparece,
Uma noite ao relento,
Numa cama desfeita.
Percorrer kms de pele,
Em pontas dos dedos,
Com a língua bem perto,
De uns lábios bem quentes.
Daria o mundo,
A volta ao universo,
Num minuto ou segundo,
A vontade imensa.
Tocar e saborear,
Um doce bem molhado,
Ou um beijos malicioso,
Que de pé me colocasse.
Veria com bons olhos,
Sentiria a pele quente,
Cada segundo tocado,
Ou badalado no relógio.
Vestido ou despido,
Um lugar bem luminoso,
Colado ou a tocar,
Numa noite de luar.
Manteria o desejo,
Numa chama de calor,
Pela lareira desligada,
Em sintomas de ardor.
São vontades ou desejos,
De tornar ainda mais quente,
Estas noites de luar,
Onde a lua iguala o sol.
Pela pele seguiria,
Nos movimentos de corpo,
Onde o prazer atinge,
Momentos de louvor...





sábado, 28 de maio de 2016

No quarto luminoso...


Chegado ao quarto,
Vejo luzes pequenas,
Cheiro a mel,
Com aroma de ti.
Nua numa cama,
Rodeada de velas,
Com partes tapadas,
Num corpo desnudado.
Lençóis de cetim,
De cor vermelha pura,
Com traços brancos,
E teu corpo deitado.
Chego perto da cama,
Pelas pernas subo,
Com os dedos que tocam,
Uma pele pedinte.
Vais olhando para mim,
Com vontade de mais,
Mas pedes assim,
Para o toque ser profundo.
Tua pele arrepia,
Em cada toque mais,
E o aroma vai sendo,
Cada vez mais intenso.
Um desejo sem fim,
De com a língua percorrer,
Esse corpo bem nu,
Que só os dedos deixas andar.
Quando por todo o corpo,
Os dedos navegaram,
A pele bem assente,
De que mais desejava.
No olhar um desejo,
Nos lábios um pedido,
Na pele que ardia,
Por um beijo ardente.
Com a língua percorro,
Cada traço de linha,
Nas curvas me perco,
E no olhar me encontro.
Passam tempo sem fim,
Horas ou minutos,
Não importa mesmo isso,
Pois o desejo está latente.
Ao fim de percorrer,
Esse corpo ardente,
Em constante pedido,
De viagem constante.
Plutão ou mais além,
Já só importa o meio,
O fim não se faz questão,
Nesta viagem navegante.
Os corpos por fim,
Se colam em perfil,
Com os lábios colados,
E os gemidos se prendem.
Num beijo demorado,
Como instante perdura,
Em forma de prazer,
Do gemidos bem quentes.
O aroma já intenso,
Pedindo mesmo o sabor,
De uma língua ardente,
Em momentos de prazer.
Por beleza de gemer,
Com a língua provocar,
Intensas emoções,
De gemidos gritantes.
Perdura no saborear,
O linguajar delirante,
Num pranto de calor,
Em aromas de prazer.













quarta-feira, 25 de maio de 2016

Subir com a língua...



Subo na rua de calçada,
Atrás de uma senhora,
Que de vestido justo ia,
Apreciando cada curva.
Percebo que nos deslocamos,
Para o mesmo sítio,
Mesmo local,
Mesmo sem ter nada combinado.
Ela entra pela porta,
Deixa a entreaberta,
Percebendo que venho atrás,
E sorri ali mesmo.
Pelos quadros pendurados,
Meus olhos passam rápido,
Sempre procurando,
O vestido justo de há pouco.
Encontro novamente o olhar,
O mesmo sorriso,
É aquele vestido,
Que delimita o corpo.
Paramos a ver,
O mesmo quadro,
Cruzamos olhares,
E sorrimos.
Ela sai,
Para e olha para trás,
E vê se a sigo.
Percebo a dica,
Vou atrás dela,
Sigo seus passos,
E ela sorri.
Leva me sem dizer,
Apenas caminhando,
Para uma rua,
Que não tinha saída.
Encosta se a parede,
Pedindo sem falar,
Beijos loucos,
E toques ardentes.
Quando o calor aperta,
Da boca dela sai,
Uma frase curta,
Vem comigo e vamos ao céu.
Sem querer saber,
Com ela vou,
Até onde ela quiser,
Só para sentir o céu.
Paramos num motel,
Subimos até ao quarto,
Onde as roupas desaparecem,
E a pele pede beijos.
Percorro com os dedos,
Todas as linhas dela,
Arrepiando cada linha,
Fazendo pedir mais.
Minha língua desenha,
Círculos na pele,
Que já queima,
Com o calor ardente.
Ela pede mais,
Quer voar sem sair,
Quer o céu,
Apenas e só,
Com os dedos e língua.







segunda-feira, 23 de maio de 2016

Olhar na totalidade...



Olho no espelho,
Vejo um reflexo,
De um corpo curvo,
Com linhas redondas.
Pergunto se toco ou não,
Diz me que só olhar posso,
Enquanto troca de roupa,
Mostrando suas lingerie.
Das linhas vistas,
As curvas pretendo perceber,
Com os dedos,
É a língua bem de fora.
Crio a ilusão de toque,
Penso como será,
Vejo e fico com vontade,
De percorrer cada linha.
São momentos belos,
Visão de um por do sol belo,
Uma brisa serrana de mar,
Um sol quente no inverno.
Fico à espera de mais,
Peço novamente para tocar,
Volto a ouvir um não,
Volto apenas a sonhar.
Depois de ver a troca,
A roupa quente vestida,
Dizes que posso tocar,
Mas apenas nos sítios nus.
As curvas escondem se,
Na roupa apenas se vê,
As linhas curvas,
De um corpo sensual.
Fixo no olhar,
Olhos nos olhos,
Dedos na pele nua,
E lábios no pescoço.
Vou usando a pele,
Para meu belo prazer,
Mas sentindo bem,
Cada arrepio provocado.
São momentos cintilantes,
Que meus olhos não escondem,
É o desejo de despir,
Uma roupa a pouco vestida.
Meus dedos trepantes,
Minha língua esvoaçante,
Meus lábios desejando,
Mais pele poder tocar.
Uso e usufruo.
Do que me deixam tocar,
Mas na mente só um desejo,
O de poder tocar mais...






sábado, 21 de maio de 2016

Na neve ardente...



Lá fora neva,
No quarto com lareira,
Que aquece corpos,
E alma nua.
Peles a pedir toques,
Lábios que se desejam,
Dedos tentados a percorrer,
As linhas curvas do ser.
Vinho nos copos,
Gelado nas taças,
Cama feita de cetim,
Lingeries delineadas.
Língua em tentação,
Olhos semi fechados,
Palavras sussurradas,
Pedidos ardentes.
Juntam se os corpos,
Mãos que se entrelaçam,
Lábios que se tocam,
Sensações quentes.
Pela janela o branco,
Da lareira a luz,
Uma cama que chama,
Dois corpos quentes.
Percorre se o corpo,
Primeiro com os dedos,
Seguido pelos lábios.
Não deixando nada ao acaso.
Gritos pequenos,
Gemidos sentidos,
Palavras pedintes.
Dos desejos ardentes.
Música que pede,
Mais toques e arrepios,
Em pele quente,
Que desliza no cetim.
Os corpos já nus,
Sem roupa adjacente,
Ficam colados,
Do calor emergente.
Sem fim à chegar,
A começar outra vez,
Os corpos pedintes,
De mais sensações ardentes.




terça-feira, 17 de maio de 2016

Voar até mais não...



Fecho o olhar,
Penso em coisas,
Vejo o luar,
Numa noite de tempestade.
Recordo e avanço,
Penso e resisto,
Tento e fico quieto,
Mas o olhar,
Esse percorre tudo.
Recaindo e levantando,
Tentando e voando,
Deixando as asas de lado,
E caminhando até a lua.
Julgava impossível,
Resistir de tal forma,
A queimar etapas,
Nos sonhos criados.
Sorrindo e cantando,
Gritando e calando,
Percorreria tempos sem fim,
Até Plutão chegar.
Voaria para além mar,
Correria peles infinitas,
Julgaria sobreranias,
De poderes imensuráveis.
Serei eternamente grato,
Ao passado que existiu,
Ao futuro que vira,
Neste presente embrulhado.
Na língua tenho o gosto,
Nos dedos a delicia,
No olhar o carinho,
No corpo à tentação.
Tomaria gosto de ti,
Em qualquer instante meu,
Para nos desígnios de Deus,
Me transformar em Adao.
Liberto minha raiva,
De no toque não poder,
De na suavidade do ser,
Voar até mais não.





domingo, 15 de maio de 2016

Na porta te vejo...



Chego a porta,
Vejo te nua completamente,
Apenas desnudada se calhar,
Vestida com um vestido,
Que curvas bem delineadas,
Se mostram pelo teu corpo.
Mandas sentar sem falar,
Dizes que hoje serei teu,
Objecto de prazer,
E que farei o que mandas.
Fechar os olhos,
Primeira ordem,
Sem se poderem abrir,
Pois assim será melhor.
Minha pele arrepia,
Com tua voz na minha orelha,
A falar sussurrando,
Com meiguice e poder.
Teus lábios tocam nos meus,
Teus dedos minha pele.
Que se vai arrepiando.
De cada toque teu.
Teus lábios descem,
Até ao limite do pescoço,
Que se junta com o peito,
Já despido por ti.
Teus dedos percorrem,
Até ao cinto,
Que desaparece num ápice,
Por tal domino teu.
Tua boca sobe e desce,
Por entre as linhas do peito.
Chegando ao pescoço,
No momento seguinte.
Sinto me nu,
Apenas de boxers vestidos,
E teus dedos dominam,
Todas as linhas do meu ser.
Tua língua toca me,
E aquece meu corpo.
Em crescente ebulição,
Que pretende mais e mais.
Usas cada pedaço meu,
Pelo que me sussurras ao ouvido,
Para teu deleite ver,
Meu corpo em viagem a Plutão.
Poderia ser melhor,
Não acredito que sim,
Pois teus objecto de prazer,
Usaste em teu deleite.
Pedes para abrir os olhos,
Teu vestido já não existe,
Apenas dois corpos nus,
Que se querem colar.
Assim fazes sem pedir,
Sentas em cima de mim,
E com teu sorriso maravilhoso,
Fazes o momento ficar eterno.
E a viagem que se segue,
Sem direito a paragem,
Vamos em sensações ternas,
Da eternidade do prazer.
Cada segundo um segundo,
Cada minuto um segundo,
Em horas se tornaram,
Por mais quentes que fossem.
Por fim e não no fim,
Ver teu olhar de deleite,
Por usares o meu ser,
Em cada pedaço teu,
Como uma forma suave,
De um prazer bem profundo.
Suavidade no toque,
Beijos bem quentes,
Sensualidade patente,
Em cada movimento teu.





Olhos fechados realmente...



Fecho os olhos,
Percorro as linhas curvas,
Que se formam em rectas,
E que tanto prazer me dá.
Na pele sinto o arrepio,
Sinto o crescer em mim,
Calores suados,
Em torno do meu corpo só.
Roupas que não existem,
Mas apenas na mente,
Pois não mais do que isso,
Poderei ter agora.
Línguas que andam,
Desejos de toque,
Dedos arrepiantes,
Pele bem ardente.
Gemidos que oiço,
Sem ninguém os fazer,
Meu corpo treme,
Com o pensamento da mente.
Libertarei meu grito,
No momento que tal,
Me deleitarei no toque,
De uma pele doce.
São vontades ou desejos,
Que minha mente perde,
Para um corpo terrível,
Que não resiste ao toque.
Daria de mim,
Aquilo que sei,
Não ser possível agora,
No momento ardente.
Só queria usar,
Voar ou deitar,
Tocar e olhar,
Sem ter que ser,
No pensamento mais distante.
Ficarei mudo ou não,
Neste desejo ardente,
De na pele passear,
Com lábios ou dedos.
Maravilhoso desejo,
Não mais do que isso,
Pois no toque impossível,
Não existe pudor.
Só queria percorrer,
A pele genial,
Com a língua total,
De uma ponta à outra.
Sem permanecer louco,
Nesta vontade muda,
Que se quer soltar,
Mesmo não podendo tocar.
Irei até ao fim,
Do limite do meu ser,
Para ter o prazer,
De gritar consegui.
São desejos imensos,
Vontades fortes em mim,
Que se quebram no olhar,
Por isso tento fecha-los.
No pensamento percorro,
A pele bem macia,
Com gemidos suaves,
E palavras sensuais.
Na mente voo bem,
Idealizo o momento,
De a pele arrepiada,
Ficar com o meu toque.
E o filme bem feito,
De no fim encontrar,
Os dois corpos colados,
Em suores bem ardentes.
Só queria percorrer,
As linhas curvas sem fim,
Até ao limite do corpo,
De uma pele arrepiada.
Com os dedos,
A língua até,
Lábios poderia ser,
Desde que real,
Pudesse ser.








Aprender a estar quieto...



Acordar e ter que sonhar,
Induzir em mim vontades quietas,
Desejos apagados no corpo,
Sonhar apenas estarei.
Criando novas sensações,
Novos conhecimentos,
Qualidades que não tenho,
Ficar quieto.
O toque mexe mais,
Que o pensar e sonhar,
Fiel a mim,
A endoidecer?
Não de certeza,
Etapas que aparecem,
Escadas que se escalam.
Mas no fim,
O crescimento eterno.
Herói não sou,
Criado de mim me tornei,
Vontades apagadas,
E desejos quietos.
Assim estou neste canto,
Onde o meu corpo,
Não quer obedecer a mente,
E os olhos só não chegam.
Maresias abrasivas,
Ventos muito irrequietos,
Sol muito quente,
E lua muito luminosa.
Neste ser que tanto sonha,
Que tanto imagina,
E que no fim,
Estar quieto,
Uma nova etapa...

sábado, 7 de maio de 2016

Será que me entendo?



Percebo o Mundo,
De uma forma invulgar,
Quase única,
Mas não sou único.
Gosto de fazer sorrir,
Sem lágrimas,
De ver rir,
Com a alma.
Sou incapaz de me entender,
Sou uma forma apenas,
Percebo o que sinto,
Não percebo o que sou.
A cada frase um sorriso,
A cada palavra um riso,
Se falo sério,
Então porque não sou aceite?
Só quero a paz,
Demorei a encontrar,
Na cidade que recusei,
Onde mesmo eu nasci.
Só quero fazer sorrir,
Fazer os outros felizes,
Com risos apenas,
De quem quer bem.
Sou o que sou,
Será que me entendo,
Isso não sei,
Mas sei que sinto,
Aquilo que sinto,
Sem risos de gozo.
Sou forma complexa,
Lutador pela paz,
E em constante movimento,
Que na paz se sente bem.
Permaneço quieto,
Lutando pelo sorriso,
Que ilumina meu ser,
E na paz me faz reinar.
Sou a lua com o Sol,
As Estrelas no meio da lua cheia,
A luz do caminho,
O rei na minha paz.
Foi na lua que vi o brilho,
No Sol senti o calor,
Nas estrelas o caminho,
Dentro de mim a paz...










Cruzamentos...



Nas linhas cruzadas da vida,
Quando chegamos ao cruzamento,
Decidir nem sempre é fácil,
Mas ajuda a ser feliz.
Nas pausas pretendidas,
Nas qualidades lutadas,
Daría tudo para estar certo,
Mesmo quando não estou.
Viajei até ao cruzamento,
Lá parei e olhei bem,
Vi o certo e o errado,
E lancei-me sem fim.
Vi o sorriso eficaz,
De anjo que me guia,
Na paz me encontrei,
No caminho fui levado.
Não fiz nada de mal,
Segui sempre o instinto,
De quem quer ser feliz,
E na paz ficar.