terça-feira, 12 de junho de 2018

Provocação por Beijos...


Nos desacatos de um beijo,
A tentação de mais e mais,
Com o desejo de aumentar,
Uma intensidade provocada.
Com ensejos de criação,
Pelos momentos únicos,
Que se viverao ali mesmo,
Ou até mais além.
Fazendo representaçoes de algo,
Que só de gemidos presentes,
Se sentem os olhares,
Que de fechados falam bastante.
São tempos ou momentos,
Que do nada se torna tudo,
Em presenças queridas,
De beijos e mordidas.
Refastelados e atento,
Aos movimentos dos demais,
Se pretende fugir,
Para os orgasmos puros.
Heroicamente sorrindo,
Gritando sem gemer,
E até mesmo sem a boca abrir,
Pois anseia se pelo novo beijo.
Para de um luar chegar,
Bem perto do mar,
Onde a onda se aconchega,
No prazer a delirar...

sábado, 26 de maio de 2018

Como odiar pelos dois...


Por entre paredes travessas,
Com sonhos desejados,
As palavras vãs de poder,
Com o silêncio ensurdecedor.
Os cuidados de amores,
Que se desvaneciam no tempo,
Em locais comuns,
De tempos a tempos.
Foi um término local,
Que ficaram dissabores,
Com conhecimentos tais,
De um coração sem cura.
Os amores,
Esses ficaram,
Com poderes no corpo,
Que nem a mente liberta.
Voltas e não voltas,
Como a Terra o faz,
Sempre dirigindo em frente,
Mas com o travão lá atrás.
Até que um dia,
De tanto ver que se via,
A conversa se dilatou,
E o sonho voltou a tornar-se.
E aí voltou o sonho,
De poder amar ou estar,
Mas o passado reconquistado,
Perdeu se na merda do tempo.
Foi então que falado,
Nada se poderia falhar,
Não era amar,
Mas sim estar.
Ali se ficou,
Pelo silêncio ensurdecedor,
De quem se sentia inseguro,
De poder mesmo amar.
Já de todo apagado,
Ou até mesmo rasurado,
Foi na mistura de um novo,
Que se sentiu ultrapassado.
De chapadas ou até murro,
O corpo não sentiu,
Mas trespassou a alma,
Que já nem cura com cola.
Apesar de tudo passado,
Num presente alcançado,
Pelo futuro desejado,
Já só o Ódio está latente.
Como nisto do coração,
Não manda quem quer,
Manda ele é mais nada,
Só fica assim presente,
Como Odiar pelos Dois...

sábado, 12 de maio de 2018

Jogos entre ruelas...


Foi por entre ruas e ruelas,
Que se vislumbrou um pedaço,
Que de mau caminho se tornaria,
Em torno de Erotismo.
Com tamanha presença,
Um ideal tentado,
Forçado pela mente,
Que feliz se torna.
Em potentes e completas,
Ilusões de erotismo,
Com os traços vislumbrados,
Por dentro curvas rectilíneas.
São liberdades perdidas,
Em sons de carvão,
Por dentro do perdido,
Achado se tornou.
Foi no jogo que se deu,
Uma ilusão de erotismo,
Com bens partilhados,
E prazeres tentados.
Julgando pela capa,
Despindo o interior,
A lingerie que se presenteia,
 Coloca o corpo como uma Deusa.
Julgado sem julgamentos,
Os prazeres prazerosos,
Em dias diabólicos,
A sensação delicia.
Vamos pedindo ali mesmo,
Que se rasguem os pudores,
Para em torno da junção,
Sejam prazeres sem dó...

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O Suco de Glória ...


Sentado esperando o Sol se por,
Nos braços de um copo resisto,
A poder olhar e tocar,
Em pele que vagueia.
São vontades que ficam,
Sentidos que se apuram,
Vontades que aumentam,
É o que o olhar pressente.
Em largos passas quietos,
Entre gentes que se perdem,
Nas palavras que não acabam,
E olhares que se trocam.
Por sorrisos tentados,
O desejo de ter ao colo,
E assim beijar,
Com a roupa colada.
Por entre meios de despidos,
Onde a pele se desnuda,
Em líquidos que se entornam,
Por vontades premiadas.
São óculos vertidos,
Por mais que tentados,
Em locais distantes,
Na mesma cadeira sentar.
Com a pele bem desnudada,
Já arrepiada de tocar,
Com lábios ali na mesa,
Onde antes copos se pousaram.
São voláteis,
São portentos,
São assim e só,
Em gritos almejados.
Com a boca e dedos,
A pele ali mesmo percorrer,
Para sentir ao íntimo prazer,
O suco da Glória...

domingo, 8 de abril de 2018

De Olhos Bem Risonhos...


Com os olhos te sinto,
Com o toque te vejo,
Com a língua te ouço,
Com a alma desejo.
A loucura assumida,
De toques e retoques,
Em lentos movimentos,
Por entre e fora,
As paredes abertas.
Com tudo previsto,
Em nada alcançado,
Em visões fugidas,
Com toques tentados.
São momentos abertos,
Que se fecham na mente,
De um povo saturado,
De prisões de prazeres.
Com tudo de nada,
Com vontade de gritos,
Por entre calúnias abertas,
De prazeres desertos.
São os prémios da mente,
Que anseiam pelo ardente,
Se esconde na liberdade,
Que o corpo pressente.
São poderes alcançados,
Perdidos no momentos,
Em que as algemas tocam,
A pele e a cama.
Só assim se apodera,
A vontade de ter,
Ali na mesma instância,
Os prazeres de carne terna.
Assim poderia ser,
Ou talvez de outra forma,
Mas no fim apenas e só,
Os gemidos mais interessam...

Sentindo a Vontade Fluida...


Deitada na cama,
Te vejo calmamente,
Em lençóis de cetim,
Com ar de motim.
Vontades no olhar,
Desejo na pele,
De um luar,
Assim à beira mar.
Com traços de avião,
Em pedaços de papelão,
Com lentes e marfim,
Por vontades repentes.
Com desejos de ter,
O que se poderia fazer,
Em lugares de afim,
Por luares de cetim.
São cores e alegres,
Aquilo que corpo sente,
Em momentos desiguais,
Por vontades prementes.
Com fluidez de rapidez,
Os corpos sem tocar,
Ao arfar de vontade,
Que se toque de uma vez.
Para respirar do bem, 
Com vontades de igualar,
Os estudos previstos,
É que nos livros sem igual.
São toques sedentos,
Em rebentos de prazeres,
Claros como a noite,
Que ilumina o dia...

Alcançando os Talvez...


Por entre as nuvens perdidas,
Em tempos realçados por nada,
Com lágrimas caída,
De céus abertos.
Vistas alegres de rebentos,
Cansaços esquecidos por nada,
Com tudo feito,
Em volta de memórias.
São olhos abertos,
Por entre as pálpebra fechadas,
Com descrições de nada,
Com tudo iluminado.
São desejos atendentes,
De corpos quentes,
Em vontades ardentes,
Com suores cantantes.
Assim perdurará,
Na memória dos esquecidos,
O desejos sensual,
De vontades sexuais.
Com tudo envolto,
De ardentes tentações,
Por linhas despidas,
De corpos vestidos.
São ou não são,
O que lhe interessar,
Importando no fim,
Os gemidos fortes.
Serão uns quentes,
Outros ardentes,
Até mesmo vibrantes,
Por entre utentes.
Do nada vira tudo,
Até do tudo se transformar nada,
Para vibrações de momentos,
Ardentes e quentes...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Céu ali ve se...


Por entre as paredes de céu aberto,
Um sonho se vê nas estrelas,
De cores absolutas invisíveis,
A olhares sem prazeres.
Voltado para o canto,
Onde se encontra um ser,
Que suas curvas realçam,
A cor da lua.
Nos momentos quentes,
Poderia aquecer um gelo,
Por entre os dedos,
Que na pele se estendem.
São desejos ou prazeres,
Lugares encolhidos e escolhidos,
Por entre olhares de dizentes,
Que de prazeres se vive.
A colocar o céu como limite,
Um toque suficiente,
Para o chegar por trás,
Do céu anisante.
Na vontade vivente,
De libertar o desejo,
Que nos olhares que conquista,
E nos dedos se sente.
Com os dedos passeantes,
Com a língua liberta,
Em pele descoberta,
E o som ardente ali presente,
Com sussurros se mostra,
O que se quer que se sinta,
Em alguns toques,
Não menos presentes.
Mãos e dedos quentes,
Uma língua ardente,
Um corpo colado,
Em prazeres sentidos.
Uma pele se solta,
Um desejo se grita,
Um toque se pede,
Em alma quente.
Quanto mais se toca,
Na pele já por si nua,
Um querer sem parar,
De um desejo sentido.
São desejos ou vontades,
Vontades de desejos,
No querer muito mais,
Que orgasmos de prazer.
A língua no suco,
A pele latente,
O dedo que arrepia,
Ao grito ali mesmo.
Só querer é poder,
Um poder de ali vir,
Em momento presente,
Com passado no futuro...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Em rectas nos pomos...


Naquele salto alto,
Em agulha sentido,
Que bamboleia o andar,
Como uma sereia do mar.
Um corpo que sente,
Uma figura que pressente,
Libertando aromas,
Na sua passagem ardente.
Sentindo uma vontade latente,
De ali chegar,
Ficar e tocar,
Num instante premente.
A vontade essa fica,
De querer sempre mais,
Para num futuro passado,
Ser mais que o presente.
São desejo de ardor,
Com vontade de maior,
Sentir o corpo em si,
Num lugar o luar.
São posições que se tem,
São formulas que não químicas,
Que resultam sempre,
Na perfeição imperfeita.
São sonhos?
São desejos?
São vontade?
São o que quiseres que sejam.
Apenas sentir a pele assim,
Num dedo atento,
Ou numa língua que se solta,
Em arrepios desejantes.
Já só se sente assim,
A vontade controlada,
De em saltos ver,
Esse corpo bamboleante.
Numa agulha te seguras,
Em linhas curvas te manténs,
Para em recta ficarmos,
Sobrepostos até ao fim...

Até o Sol ali ficou...

 
Foi naquele instante,
Que o arrepio correu,
Pela pele que se sente,
Num apertar de um véu.
Um sentir o desejo,
O pulsar da vontade,
De pretender que se venha,
A ter sorrisos presentes.
Percebendo que longe se está,
Tentado a correr,
Por entre as pingas do Sol,
Aguentando o calor da chuva.
O valor de pretender,
O querer mais potente,
De uma vontade que vagueia,
Numa direção com rumo certo.
Poderia ali ficar,
Fuçando o que se pretende,
Mas apenas sentindo,
A alegria de uma lagrima.
Percorrendo linhas curvas,
Para poder chegar ao som,
De uma sereia que canta,
Naquela montanha ardente.
Uma vontade de tocar,
De poder até mesmo abraçar,
E sentir no seu sussurro,
O prazer de tentar.
Poderia o Sol fugir,
Por entre as nuvens no ar,
Mas até ele quis ficar,
Para ver onde ia dar...