terça-feira, 2 de outubro de 2018

Por entre Corpos e Bikinis...



Por entre corpos desmaiados,
Em bikinis desesperados,
Mares revoltos,
Até mesmo luares envoltos.
Sentem se vazios,
Assumidos e pavios,
Com tentativas de gritos,
Por gritos medidos.
São pedidos e premissas,
Que por mais que se façam,
Não se atendem no momento,
A seguir nada valem.
Doendo o vazio,
De corridas inoportunas,
Por entre meios detestáveis,
Que se separa o joio.
De calado a ira,
Portento de calores no frio,
Sorrisos em funerais,
E lágrimas no riso.
Vazios assumidos,
Que de premissas se tenta,
Que se mude o se não,
Mas que vontades seguram.
Sonos que aparecem,
Com insónias causadas,
Poderes que se perdem,
Na imensidão do momento.
Gostamos e vivemos,
Mas sorrimos em vão,
Pelos lugarejos de vida,
Que premeiam a morte.
São vazio mais que bikinis,
Em que se tentam na sorte,
Os corpos esses vazios,
Que já nem se tapam a monte.
A premissa de ir em vão,
Nos calores provocados,
Porque do frio se recebe,
A vontade do vazio...


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Sentidos que sentem...


Na espera do toque,
Sedento de ardor,
Pelo calor que se sente,
Em sombra apreciada.
Doendo a espera,
Que demora a chegar,
Pelos vistos com vista,
De um mar bem longe.
São poderes tentadores,
Que se fazem de agora,
Para o depois existir,
E a tentação ser maior.
Voando pelos ares,
Sobrevoando até os mares,
Em locais de presente,
Onde o futuro espera.
Com passadas no passado,
Que se faz a conquista,
A demora fez sentir,
Que se quer ainda mais.
Por entre as nuvens e poeiras,
Sente se o tentáculo,
De um poder caído,
Que dos anjos faz diabos.
Poderíamos até ir,
Por ali que todos querem,
Mas para ter mais piada,
Só fugimos por acolá.
São brumas de tentações,
Que se fazem espumar,
Bem dentro dos corações,
Contra o vento e ar.
Com desligares do Mundo,
Esperando que se chegue,
Onde mais ninguém está,
Pelo prazer que se sente.
Assumindo assim mesmo,
Que mesmo sem ter o Sol,
A lua nos faz sorrir,
Pelas ondas da maré.
Foi num luar à beira mar,
Onde as ondas bem chegavam,
Por entre os areais,
De cavalos marinhos.
Ligando e desligando,
Sentido o destino,
Que se faz por sorriso,
Por entre as pontas dos dedos...

Pela ruas da calçada...


Pelas nuvens que chegam,
Entre as trovoadas sentidas,
Com ventos nos cabelos,
Por entre as unhas cortadas.
São os desejos mais profundos,
Em torno de algo maior,
Por entre as ondas viajadas,
Que se sente a dor.
Por caminha de pedra,
Castelos desfeitos,
Combalires sonoros,
De feitios irreverentes.
São anos que passam,
Sem sentido na dor,
Por vivências provocadas,
De sorrisos mal tentados.
São voos de nada,
Por entre caminhos de tudo,
Que se entra por ali,
Sem sentido de sentir.
São culpas infelizes,
De provocações que tentam,
Até um dia se cair,
E gritar eu existo.
De palhaço não tenho jeito,
De gozos não dou mais,
Ou sentem e querem,
Ou então partam sem mim.
São cansaços de vidas,
De tentar e estar ali,
Para mais não da,
Ou aceitam ou não.
Foi pelas pedras da calçada,
Que senti as feridas abertas,
Por caminhos tortos,
Em estradas direitas...


terça-feira, 17 de julho de 2018

Vontades ou desejos...


Por entre os olhares perdidos,
Entram as vontades desejadas,
Com largos sentidos,
De pratadas contidas.
Que o Sol se ponha ali,
A Lua chegue por acolá,
As prisões de sentidos,
Se façam por olhares travessos.
Com vontades conquistadas,
Outras até mesmo sonhadas,
Entre linhas sem roupas,
Com peles ardentes.
São momentos ou ilusões,
Que se criam na verdade,
De momentos sentidos,
Por calores intensos.
São gemidos,
São gritos,
São desejos,
Que não se acabe.
Arrepios que sobem,
Calores que evaporam,
Feliz quem sente,
Delírios de quem faz.
Fetiches ou até mesmo normal,
Sonhos e desejos numa só linha,
Que se cruzem as roupas,
Para as peles ficarem nuas.
Dentes que se perfilam na pele,
Bocas ardentes de desejo,
Com beijos assim colados,
Que eroticamente falam.
Percorreres de curvas rectas,
Em corpos sensuais,
Que sexualmente falam,
E assim pedem mais e mais...

terça-feira, 12 de junho de 2018

Provocação por Beijos...


Nos desacatos de um beijo,
A tentação de mais e mais,
Com o desejo de aumentar,
Uma intensidade provocada.
Com ensejos de criação,
Pelos momentos únicos,
Que se viverao ali mesmo,
Ou até mais além.
Fazendo representaçoes de algo,
Que só de gemidos presentes,
Se sentem os olhares,
Que de fechados falam bastante.
São tempos ou momentos,
Que do nada se torna tudo,
Em presenças queridas,
De beijos e mordidas.
Refastelados e atento,
Aos movimentos dos demais,
Se pretende fugir,
Para os orgasmos puros.
Heroicamente sorrindo,
Gritando sem gemer,
E até mesmo sem a boca abrir,
Pois anseia se pelo novo beijo.
Para de um luar chegar,
Bem perto do mar,
Onde a onda se aconchega,
No prazer a delirar...

sábado, 26 de maio de 2018

Como odiar pelos dois...


Por entre paredes travessas,
Com sonhos desejados,
As palavras vãs de poder,
Com o silêncio ensurdecedor.
Os cuidados de amores,
Que se desvaneciam no tempo,
Em locais comuns,
De tempos a tempos.
Foi um término local,
Que ficaram dissabores,
Com conhecimentos tais,
De um coração sem cura.
Os amores,
Esses ficaram,
Com poderes no corpo,
Que nem a mente liberta.
Voltas e não voltas,
Como a Terra o faz,
Sempre dirigindo em frente,
Mas com o travão lá atrás.
Até que um dia,
De tanto ver que se via,
A conversa se dilatou,
E o sonho voltou a tornar-se.
E aí voltou o sonho,
De poder amar ou estar,
Mas o passado reconquistado,
Perdeu se na merda do tempo.
Foi então que falado,
Nada se poderia falhar,
Não era amar,
Mas sim estar.
Ali se ficou,
Pelo silêncio ensurdecedor,
De quem se sentia inseguro,
De poder mesmo amar.
Já de todo apagado,
Ou até mesmo rasurado,
Foi na mistura de um novo,
Que se sentiu ultrapassado.
De chapadas ou até murro,
O corpo não sentiu,
Mas trespassou a alma,
Que já nem cura com cola.
Apesar de tudo passado,
Num presente alcançado,
Pelo futuro desejado,
Já só o Ódio está latente.
Como nisto do coração,
Não manda quem quer,
Manda ele é mais nada,
Só fica assim presente,
Como Odiar pelos Dois...

sábado, 12 de maio de 2018

Jogos entre ruelas...


Foi por entre ruas e ruelas,
Que se vislumbrou um pedaço,
Que de mau caminho se tornaria,
Em torno de Erotismo.
Com tamanha presença,
Um ideal tentado,
Forçado pela mente,
Que feliz se torna.
Em potentes e completas,
Ilusões de erotismo,
Com os traços vislumbrados,
Por dentro curvas rectilíneas.
São liberdades perdidas,
Em sons de carvão,
Por dentro do perdido,
Achado se tornou.
Foi no jogo que se deu,
Uma ilusão de erotismo,
Com bens partilhados,
E prazeres tentados.
Julgando pela capa,
Despindo o interior,
A lingerie que se presenteia,
 Coloca o corpo como uma Deusa.
Julgado sem julgamentos,
Os prazeres prazerosos,
Em dias diabólicos,
A sensação delicia.
Vamos pedindo ali mesmo,
Que se rasguem os pudores,
Para em torno da junção,
Sejam prazeres sem dó...

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O Suco de Glória ...


Sentado esperando o Sol se por,
Nos braços de um copo resisto,
A poder olhar e tocar,
Em pele que vagueia.
São vontades que ficam,
Sentidos que se apuram,
Vontades que aumentam,
É o que o olhar pressente.
Em largos passas quietos,
Entre gentes que se perdem,
Nas palavras que não acabam,
E olhares que se trocam.
Por sorrisos tentados,
O desejo de ter ao colo,
E assim beijar,
Com a roupa colada.
Por entre meios de despidos,
Onde a pele se desnuda,
Em líquidos que se entornam,
Por vontades premiadas.
São óculos vertidos,
Por mais que tentados,
Em locais distantes,
Na mesma cadeira sentar.
Com a pele bem desnudada,
Já arrepiada de tocar,
Com lábios ali na mesa,
Onde antes copos se pousaram.
São voláteis,
São portentos,
São assim e só,
Em gritos almejados.
Com a boca e dedos,
A pele ali mesmo percorrer,
Para sentir ao íntimo prazer,
O suco da Glória...

domingo, 8 de abril de 2018

De Olhos Bem Risonhos...


Com os olhos te sinto,
Com o toque te vejo,
Com a língua te ouço,
Com a alma desejo.
A loucura assumida,
De toques e retoques,
Em lentos movimentos,
Por entre e fora,
As paredes abertas.
Com tudo previsto,
Em nada alcançado,
Em visões fugidas,
Com toques tentados.
São momentos abertos,
Que se fecham na mente,
De um povo saturado,
De prisões de prazeres.
Com tudo de nada,
Com vontade de gritos,
Por entre calúnias abertas,
De prazeres desertos.
São os prémios da mente,
Que anseiam pelo ardente,
Se esconde na liberdade,
Que o corpo pressente.
São poderes alcançados,
Perdidos no momentos,
Em que as algemas tocam,
A pele e a cama.
Só assim se apodera,
A vontade de ter,
Ali na mesma instância,
Os prazeres de carne terna.
Assim poderia ser,
Ou talvez de outra forma,
Mas no fim apenas e só,
Os gemidos mais interessam...

Sentindo a Vontade Fluida...


Deitada na cama,
Te vejo calmamente,
Em lençóis de cetim,
Com ar de motim.
Vontades no olhar,
Desejo na pele,
De um luar,
Assim à beira mar.
Com traços de avião,
Em pedaços de papelão,
Com lentes e marfim,
Por vontades repentes.
Com desejos de ter,
O que se poderia fazer,
Em lugares de afim,
Por luares de cetim.
São cores e alegres,
Aquilo que corpo sente,
Em momentos desiguais,
Por vontades prementes.
Com fluidez de rapidez,
Os corpos sem tocar,
Ao arfar de vontade,
Que se toque de uma vez.
Para respirar do bem, 
Com vontades de igualar,
Os estudos previstos,
É que nos livros sem igual.
São toques sedentos,
Em rebentos de prazeres,
Claros como a noite,
Que ilumina o dia...

Alcançando os Talvez...


Por entre as nuvens perdidas,
Em tempos realçados por nada,
Com lágrimas caída,
De céus abertos.
Vistas alegres de rebentos,
Cansaços esquecidos por nada,
Com tudo feito,
Em volta de memórias.
São olhos abertos,
Por entre as pálpebra fechadas,
Com descrições de nada,
Com tudo iluminado.
São desejos atendentes,
De corpos quentes,
Em vontades ardentes,
Com suores cantantes.
Assim perdurará,
Na memória dos esquecidos,
O desejos sensual,
De vontades sexuais.
Com tudo envolto,
De ardentes tentações,
Por linhas despidas,
De corpos vestidos.
São ou não são,
O que lhe interessar,
Importando no fim,
Os gemidos fortes.
Serão uns quentes,
Outros ardentes,
Até mesmo vibrantes,
Por entre utentes.
Do nada vira tudo,
Até do tudo se transformar nada,
Para vibrações de momentos,
Ardentes e quentes...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Céu ali ve se...


Por entre as paredes de céu aberto,
Um sonho se vê nas estrelas,
De cores absolutas invisíveis,
A olhares sem prazeres.
Voltado para o canto,
Onde se encontra um ser,
Que suas curvas realçam,
A cor da lua.
Nos momentos quentes,
Poderia aquecer um gelo,
Por entre os dedos,
Que na pele se estendem.
São desejos ou prazeres,
Lugares encolhidos e escolhidos,
Por entre olhares de dizentes,
Que de prazeres se vive.
A colocar o céu como limite,
Um toque suficiente,
Para o chegar por trás,
Do céu anisante.
Na vontade vivente,
De libertar o desejo,
Que nos olhares que conquista,
E nos dedos se sente.
Com os dedos passeantes,
Com a língua liberta,
Em pele descoberta,
E o som ardente ali presente,
Com sussurros se mostra,
O que se quer que se sinta,
Em alguns toques,
Não menos presentes.
Mãos e dedos quentes,
Uma língua ardente,
Um corpo colado,
Em prazeres sentidos.
Uma pele se solta,
Um desejo se grita,
Um toque se pede,
Em alma quente.
Quanto mais se toca,
Na pele já por si nua,
Um querer sem parar,
De um desejo sentido.
São desejos ou vontades,
Vontades de desejos,
No querer muito mais,
Que orgasmos de prazer.
A língua no suco,
A pele latente,
O dedo que arrepia,
Ao grito ali mesmo.
Só querer é poder,
Um poder de ali vir,
Em momento presente,
Com passado no futuro...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Em rectas nos pomos...


Naquele salto alto,
Em agulha sentido,
Que bamboleia o andar,
Como uma sereia do mar.
Um corpo que sente,
Uma figura que pressente,
Libertando aromas,
Na sua passagem ardente.
Sentindo uma vontade latente,
De ali chegar,
Ficar e tocar,
Num instante premente.
A vontade essa fica,
De querer sempre mais,
Para num futuro passado,
Ser mais que o presente.
São desejo de ardor,
Com vontade de maior,
Sentir o corpo em si,
Num lugar o luar.
São posições que se tem,
São formulas que não químicas,
Que resultam sempre,
Na perfeição imperfeita.
São sonhos?
São desejos?
São vontade?
São o que quiseres que sejam.
Apenas sentir a pele assim,
Num dedo atento,
Ou numa língua que se solta,
Em arrepios desejantes.
Já só se sente assim,
A vontade controlada,
De em saltos ver,
Esse corpo bamboleante.
Numa agulha te seguras,
Em linhas curvas te manténs,
Para em recta ficarmos,
Sobrepostos até ao fim...

Até o Sol ali ficou...

 
Foi naquele instante,
Que o arrepio correu,
Pela pele que se sente,
Num apertar de um véu.
Um sentir o desejo,
O pulsar da vontade,
De pretender que se venha,
A ter sorrisos presentes.
Percebendo que longe se está,
Tentado a correr,
Por entre as pingas do Sol,
Aguentando o calor da chuva.
O valor de pretender,
O querer mais potente,
De uma vontade que vagueia,
Numa direção com rumo certo.
Poderia ali ficar,
Fuçando o que se pretende,
Mas apenas sentindo,
A alegria de uma lagrima.
Percorrendo linhas curvas,
Para poder chegar ao som,
De uma sereia que canta,
Naquela montanha ardente.
Uma vontade de tocar,
De poder até mesmo abraçar,
E sentir no seu sussurro,
O prazer de tentar.
Poderia o Sol fugir,
Por entre as nuvens no ar,
Mas até ele quis ficar,
Para ver onde ia dar...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vontades em letras despidas!!!

 
Por entre letras,
Escritas no ar,
Perdidas no sentir,
Viajamos para Plutão.
Ou então até Marte,
Se a coragem,
Pelo meio ficar,
Em desejos quebrados.
São linhas desenhadas,
Que se formam em letras,
Poderosas e sedentas,
De poder ofuscados.
Criamos ou enjeitamos,
O que a mente pede,
Por entre vontades a quente,
Em desejos permentes.
Coseguimos criar,
Tentações do nada,
Com a mente a jeito,
E o corpo a trejeito.
São traços que separam,
A criança do adulto,
Por entre erotismo avante,
Em sexualidade tentada.
Nascer e morrer,
São destinos já marcados,
Entre eles podemos criar,
E a sensualidade o seu melhor.
Com vontades de ter,
Prazeres infinitos,
Gostos de mais,
E gemidos em vontade.
Poderemos viver sem,
Mas a certeza do melhor,
Ser o prazer a dois,
E criados no momento alheio.
São condições do nada,
Que se limitam sem limite,
Entre paredes quebradas,
E Luares com Sol...
Em livros sem letras,
Quadros sem tinta,
Musica sem som,
Corpos em alma.
Para que no entretanto,
Sem se contar,
Do nada se dispa,
E a vontade seja a dona!!!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Assim valeria a pena...


Seria assim maravilhoso,
Pegar e não mais deixar,
Se realmente valesse a pena,
Não seria demais nunca...
Tratar como se queria ser tratado,
Perceber que demais damos,
E que de menos recebemos,
Um cansaço total...
A vida assim mostra,
Que por mais que te esforces,
Não és mesmo nada,
Neste mundo de treta...
Uma força ou desilusão,
Que se apodera de ti,
Em assolapado sentido,
Que por tretas tudo se faz...
São inícios e fins,
Que tudo são meios,
Por onde caminhamos assim,
Sem finais conseguidos...
Por mais tratamento que se dê,
Será sempre o inútil,
Que se vê nada de bem,
A ter a sorte de uma corrida...
Cansado de mim,
De mim e por mim,
Cansei de ser assim,
Sem puder ir mais além...
Um sorriso,
Uma força,
Um desejo até,
Mas no fim,
A treta,
Essa ganhou bem...
Foi com avisos por fim,
Que sempre se vai dando,
Mas que percebemos,
Que nada do que falamos existe...
Ferve um calor em frio,
Um chá que arrefece,
Num rio de lava quente,
Que a treta conquistou...
Ganhos perdidos,
Entrelaçados sem nós,
Fugaz ao sabor do vento,
Onde ficaria só!!!


A chave deitada fora...

 
De que vale ter uma chave,
Se tudo à volta é mais importante,
Que a porta que a chave,
Consegue abrir e escancarar...
De que vale sorrir,
Se no final apenas,
Vês pelo canudo,
A vibração de que se faz sentir...
De que vale afinal,
Sermos o que somos,
Se sempre por outro lado,
Levam a melhor...
De que vale fazer algo,
Que somos únicos a fazer,
Sem que para isso,
Tenhamos sucesso no que realizamos...
De que vale afinal,
Sentirmos o que sentimos,
Se de tretas este mundo,
Consegue sempre vencer...
Se assim é,
De que vale afinal,
Sermos o que somos,
E de tretas tudo se trata...
De que vale sermos únicos,
Se por outro lado,
São sempre as tretas.
Que cansam,
A ganhar!!!
De que vale ter a chave,
Que do nada abre,
E apenas no rescaldo,
Serve...
De que vale afinal,
Ficar com a chave,
Se são sempre tretas e mais tretas,
Que interessam realmente!!!
Assim, hoje ficou em claro,
Que de tretas o mundo adora,
E que a chave,
Essa que valia a pena,
Mais vale deitar fora!!!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Qualidades Sentidas...


Neste dia de quentura,
Onde nos disfarçamos por algo,
Com sentimento não nosso,
O desejo de ver assim alguém,
Transparece no olhar.
Podemos pensar,
Sentir e até mesmo criar,
Mas poderemos mesmo pensar,
E libertar o desejo de ver?
São mossas em nós,
Na pele sentimos,
Desejamos a vontade,
Queremos tanto o toque.
Despir ou até mesmo vestir,
Mas perceber o tentar,
Que arrepia a pele,
No aproximar da presença.
Liberdades ou prisões,
Vontades jamais esquecidas,
Em corpos e peles,
Que de vestidas se apresentam.
Um dia,
Será perto,
Ou longe,
Que viveremos assim.
Ficaremos em tentação,
Presa pelo criador,
De um desejo poderoso,
Em qualidade sentida...

sábado, 21 de outubro de 2017

Ai que se veste a pele...


Quero pegar assim,
Encostar contra a parede,
Mostrar a vontade,
Que se apodera de mim.
Um tipo de querer,
Uma vontade com desejo,
Um desejo sem fim,
Que de se apoderou de mim.
Por entre as paredes,
Onde tudo é infinito,
Por onde caminha o silêncio,
Onde os gemidos são soltos.
Aquele olhar,
Que rasga a roupa sem tocar,
Um desejo de pele,
Que se arrepia no sopro.
Gatinhar ou caminhar,
Tanto faz pelos caminhos,
Que se traçam em desejo,
De ver rios ali mesmo.
Sou tímido em tal,
Sem mostrar e poder,
Mas o querer é tal,
Que apetece mesmo rasgar.
A roupa que tapa a pele,
Ou pelo que arrepia,
O morder do lábio,
Quando o olhar se atreve.
Quero isso e mais,
Ou menos e outro,
Mas o que importa mesmo,
É o desejo sem fim...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Erotismo Timido...

 
Porque a vista come também,
Quando se aproxima a curva,
No corpo traçado,
Um desejo se apodera.
A vontade cresce,
De poder ali tocar,
Sem perder o tempo,
De sozinho ficarmos.
Um atentado ao pudor,
Dizem uns,
Uma perdição que se perde,
Por desígnios das leis.
Mas que cresce ali mesmo,
Isso cresce e bem,
Com tempo poderíamos perder,
A timidez do tal erotismo.
Que nas linhas do corpo,
Se mostra e se deseja,
Querer ali mesmo,
Tocar e deliciar.
Quanto mais se ve,
Mais se quer,
Mais vontade cresce,
De contra a parede encostar.
E os gritos surdos,
Os suores poderosos,
Que se misturam,
Com os dedos que percorrem.
Com sentidos apurados,
Nas paredes escondidas,
Se poderiam usar,
Sem pedir autorização.
Com vontades crescentes,
De desejos eróticos,
Suores sexuais,
E até mesmo a mente voante.
Já só se pede que se acabe,
Com este pudor de apenas olhar,
Sem tocar poder,
E gemidos soltar.
São horas ou minutos,
Perdem se no tempo,
Porque os desejos são maiores,
E as vontades enormes.
Quanto mais passa,
Mais o toque se quer,
Mais a vontade se deseja,
E no final,
Esquecer que,
O erotismo anda tímido...