quinta-feira, 21 de julho de 2016

As paredes pintadas...



Por entre quatro paredes,
Corpos colados entre si,
Trocados pelo frio da tinta,
Que acabava de secar.
Sons que se avizinhavam,
Calores que se sentiam,
Olhares que se cruzavam,
Dedos que entrelaçavam.
Nos desejos criados,
Pelo toque na pele,
Da tinta fresca,
Confundida com o suor.
O ondular da ventoinha,
Que percorria a tinta,
Fazia mexer cabelos,
É a pele refrescar.
Com a língua percorria-se,
A pele pintada,
De suores e tinta,
Que se juntava ao prazer.
Sentia-se bem,
Qual parede pintada,
Pois na outra,
O calor intensificava mais.
Dedos calejados,
Suaves como pincéis,
Dados a encontros,
Húmidos da pele.
Joelhos que no chão poisavam,
Para outras partes beijar,
É o tempo aqueçer,
Na pele fria da tinta.
A humidade aumentava,
No que escorria pelas pernas,
Por suaves movimentos,
Da língua no seu meio.
Desejos de prazeres.
Vontades de gritares,
Em tremenda quentura,
Que se provoca no prazer.
Em solo pintado,
Os corpos se unem,
Se ouvem gemidos,
Que molhado tudo tinham.
A tinta escorria,
Já misturada no molhado,
Que os corpos colados,
Provocavam entre si...




1 comentário:

Patrícia Santos disse...

Perfeito 😊😊