terça-feira, 1 de novembro de 2016

Corpos colados por fim...



Uso meu corpo no teu,
Em valores frios de calor,
Por onde os mares não chegam,
Pois se encontram tapados.
Percorria tua pele,
Em locais que se escondem,
Por entre as linhas cruzadas.
De lingeries de papel.
Taparia os locais visíveis,
Para não perceberes as ondas,
Que os dedos provocam,
No toque da tua pele.
Sem nada a tapar,
Pedaços de pele todos a nu,
Onde os dedos navegam,
Sem obstáculos a fim.
Poderia usar a língua,
Numa passagem bem suave,
Por onde a pele grita,
Quero agora mais que isso.
Os dedos não chegariam,
Para acalantar o desejo,
De um ardente pedido,
Que quer bem mais.
Degostaria pedaço de pele,
Arrepiada na passagem,
De dedos cravados,
Em toques sensuais.
Fluidos começariam,
A escorrer pele quente,
Onde escondidos não se viam,
Num dia de sol quente.
Assim com o gelo perto,
A pele pede mais,
Sem fim à vista,
Mas com sensações apertadas.
Nos momentos seguintes,
As vontades confundiam se,
Com desejos pendentes,
E fetiches lembrantes.
Já só queria a pele solta,
Como a que sinto agora,
Para com dedos e língua,
Navegar em portos abertos.
Pela pele navegar,
Em gemidos suaves,
Gritos altos que se soltam,
Por toques impenetráveis.
Apenas passagens,
Toques e nada mais,
Por uma corpo desejoso,
Que não termine mais...

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