sábado, 3 de dezembro de 2016

As gotas que vivenciam...


Pelas gotas da chuva,
Um passeio ao luar,
Os corpos se molham,
Com lábios ardentes.
Um beijo saboroso,
Um toque poderoso,
Com as gotas que caírem,
Nas peles semi vestidas.
Dedos que não param,
Beijos que não acabam,
Arrepios de calor,
Sentidos nas gotas frias.
Num luar quase vago,
Uma chuva que não para,
Dois corpos fundidos,
Pela intensidade do beijo.
Uma roupa colada,
Um toque que rasga,
Um gota escorrida,
Por beijos ferventes.
Uma delicia de chuva,
Que delineia cada curva,
De um corpo permanente,
Que na gota flutua.
Roupas que se vão,
A caminho do chão,
Em continuação do quente,
Que a chuva permanece.
Foi vão o sentir,
Dali não se quer sair,
Por mais que a gota caia,
Os beijos não se esgotam.
Tentando que o toque,
Não provoque tanto,
Mas o chão chama,
Para rolar pelas gotas.
Foi o corpo vestido,
Que na gota mostrou,
Que a hora era agora,
De se ficar nu.
Já espalhados pelo chão,
Rebolando quietos,
Em tamanha provocação,
Que nem a chuva acalmou.
Foi gritante o sentir,
A casa gota caída,
No beijo que perdurou,
E na pele se sentiu.
Quando se uniram os corpos,
Já os seres tinham feito,
O amor na mente,
Só pelo beijo dado.
É ali ficaram,
Sentindo a gota cair,
Que parecia querer saudar,
A vivência do sentir...









O prazer que se sente...



Por locais travessos,
Em pensamentos obscenos,
A busca incessante,
De prazeres adversos.
Na cultura do nada,
Onde se busca,
Os prazeres sem sexo,
Por venturas do nexo.
Fugazes e sentidos,
Os toques de seda,
Em beijos por prendas,
E prendas por beijos.
Nada ao acaso,
Pedidos porque sim,
Deixemos as loucuras,
E vivamos assim.
Em tentações tentadas,
Por cuidados adversos.
As sensações criadas,
Por toques submerso.
A cada toque um beijo,
A cada beijo um presente,
Mas fugindo da qualidade,
Que o prazer no tenta.
Em vezes tentadas,
Por beijos criados,
Os arrepios perdidos,
Mas os prazeres sentidos.
Soa a maresia,
Em dia de tempestade,
Numa serra perdida,
No meio do oceano.
São fugazes os momentos,
Que de prazeres vivemos,
Em que o toque se sente,
No prazer mais latente.
E na volta do obsceno,
As criações da mente,
Solta um grito,
Eu quero é já,
O prazer sentido...




domingo, 27 de novembro de 2016

Linhas traçadas...



Por entre as linhas travadas,
As estrelas caladas,
Os sois frios de suor,
E as luas cansadas.
Por entre montes e vales,
As linhas que se atravessam,
Suam entre as gotas,
Por travessas quentes.
Vivências conquistadas,
Gostariam de pensar traços,
Quentes nos frios poderosos,
Libertos por riquezas.
Cantaria as qualidades,
Mandante de luzes,
Em noites que caiem distantes,
Por entre caminhos longos.
Gostaria de usar,
Os meus sonhos tratados,
Sentindo os sabores,
Que jamais imaginava saborear.
Tentado na luta,
Por uma vontade liberta,
De poderes usados,
Por tratados tratados.








terça-feira, 1 de novembro de 2016

Corpos colados por fim...



Uso meu corpo no teu,
Em valores frios de calor,
Por onde os mares não chegam,
Pois se encontram tapados.
Percorria tua pele,
Em locais que se escondem,
Por entre as linhas cruzadas.
De lingeries de papel.
Taparia os locais visíveis,
Para não perceberes as ondas,
Que os dedos provocam,
No toque da tua pele.
Sem nada a tapar,
Pedaços de pele todos a nu,
Onde os dedos navegam,
Sem obstáculos a fim.
Poderia usar a língua,
Numa passagem bem suave,
Por onde a pele grita,
Quero agora mais que isso.
Os dedos não chegariam,
Para acalantar o desejo,
De um ardente pedido,
Que quer bem mais.
Degostaria pedaço de pele,
Arrepiada na passagem,
De dedos cravados,
Em toques sensuais.
Fluidos começariam,
A escorrer pele quente,
Onde escondidos não se viam,
Num dia de sol quente.
Assim com o gelo perto,
A pele pede mais,
Sem fim à vista,
Mas com sensações apertadas.
Nos momentos seguintes,
As vontades confundiam se,
Com desejos pendentes,
E fetiches lembrantes.
Já só queria a pele solta,
Como a que sinto agora,
Para com dedos e língua,
Navegar em portos abertos.
Pela pele navegar,
Em gemidos suaves,
Gritos altos que se soltam,
Por toques impenetráveis.
Apenas passagens,
Toques e nada mais,
Por uma corpo desejoso,
Que não termine mais...

As pretensões da mente...



Com pretensões ilusórias,
De navegar em mares terrenos,
Andar por pedras afiadas,
Voar sem asas presas.
Sorrir até ao fim,
Com lágrimas bafejar a sorte,
Abraçando quem vem,
E ajudando quem vai.
Lutarei até perder forças,
Para me manter assim,
Louco permanente,
Em desejos pendentes.
Ficaria alegre por tudo,
Contente por nada,
Em viagens locais,
Pelos mundos existentes.
Gastaria segundos do dia,
Em horas de conquista,
Por mais e alguns que tais,
Sem perder noções de quais.
São sonhos ou não,
De verdades conquistadas,
Em realidades virtuais,
De vivências humanas.
Sou o ser que sou,
Em fidelidades retratadas,
Por quadros pintados,
Sem autores reais.
Tutelaria um ser,
Que não mais existe,
Por existência tão digna,
De permanência na mente.
Usaria do bom senso,
Usando o quotidiano,
Sem conhecer o mundo,
De forma tão latente.
Ficaria nos cantos,
Olhando de esguelha,
Para perceber este mundo,
Onde resido na mente...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Banho preparando o fim noutro lado...


Oiço a água correr,
Uma música de fundo,
A porta fechada,
Anuncia bom pronuncio.
Oiço sussurrar o meu nome,
Sigo o som suave,
Uma porta que se abre,
É um corpo assim já nu.
Entro sem pedir,
Pois o chamar bastou,
Colocam me as mãos,
E fazem um gesto "shiu".
Meu corpo passa a ter dona,
Colado à parede,
Sinto a roupa cair,
E as velas a iluminar.
Os dedos percorrem minha pele,
Sem nunca chegar perto,
Dos locais mais quentes,
De um corpo que já arde.
Levam me até perto,
De uma banheira já cheia,
Sua espuma esconde água,
Com perfume de jasmim.
Entram a minha frente,
Deitam se sobre a espuma,
Que abre caminho,
Para a água sentir.
Não me deixam entrar,
Fica deitada a olhar,
E a fitar meu corpo,
Pois o seu escondido está.
Pede para tocar,
Sua pele molhada,
Escondida na espuma,
E rendida pela água.
Depois de correr pela pele,
Pedem para entrar,
Numa banheira imensa,
Que os corpos se colam.
Apenas beijos e toque,
Na pele molhada,
Por entre a espuma,
Sem tocar no ponto quente.
A água aquece ou esfria,
Não percebo bem,
Mas também não importa,
Pois o arder está latente.
Quando por fim já lavados,
Pela espuma esvoaçante,
A música assim pede,
Que se unam dois corpos.
Então a água salpica.
Uma casa de banho pequena,
Por entre as gotas de espuma,
Que saíem do movimento.
Tudo indica o fim,
Mas no momento certo,
O fim não chega,
Porque espera assim,
Um encontro bem quente,
Numa outra divisão...








Pensamento e palavras...



Pensamento destreinado,
Palavras que se prendem,
Degradação permanente,
Em virtude do fim.
Sentimento cansado,
Pensamento doado,
Libertação liberta,
De prisão bem solta.
Foi assim a chegada,
A uma lua sem luz,
Que de fria nada tinha,
E o sol não aquecia.
Bebia água seca,
De uma fonte cansada,
Representada por um caneco.
Voaria até ali,
Novamente a prever,
O que de novo iria ver,
Sem que nada o provasse.
Horas a fio de olhares,
Premiado por um nada,
Que vendo bem até era,
Um formiga lavada.
Corpos nus ou não,
Por entre árvores sem flores,
Que tapavam imenso,
O vulto de quem lá estava.
Jogado para o rio,
Que de perto nada tinha,
E que seco corria,
Para as margens do livro.
Por entre cordas e pinhais,
Assumindo o gosto,
De uma margem com flores,
Que um dia lá tinha havido.
Viesse assim o mar,
Até ao encontro de nós,
Por entre as ondas rasgadas,
De um mar bem flat...






Naquela noite clara...


Correndo lentamente,
Para os braços fechados,
Por entre olhares,
Em pleno escuro.
Aproximam-se dois corpos,
De dois seres pensantes,
Que preferem o toque,
Nos desejos ardentes.
Sonhos e ilusões,
Em corridas paradas,
De toques voltados,
Para peles arrepiadas.
Fugazes e audazes,
Libertos de sons,
Em prisões abertas,
De mentes bem fechadas.
Julgam por tudo,
Fazem por nada,
Soltam se as amarras,
E tocam se a cada segundo.
São poderes repostos,
Em ruas da calçada,
Por entre paredes,
Que gemidos se sentem.
Luzes apagadas.
Que iluminam bem o corpo,
Em eruditas conversas,
De bocas seladas,
Em salas quadradas.
Pelo chão se estende,
A roupa que não existe,
Em peças pequenas,
De lutas inquietas.
Erupções vulcânicas,
Sem vulcões por perto,
Ardentes os desejos,
Que em ilusões se tornam.
Cada linha um prazer,
Cada toque um gemido,
Cada beijo um voar,
Cada orgasmo um paraíso...




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Entrando e sentindo...




Entro pelo mar pequeno,
Sinto cada corrente do rio,
O riacho que se mexe,
Na enorme gota de água.
Salgado no açúcar,
Pelos doces me arrepio,
No salgado me sinto,
Como pedra adjacente.
Pela pele subo,
No correr me reduzo,
Pela vontade de viver,
Como um louco na ponte.
Viro para a esquerda e voo,
Na direita rastejo,
Pelo centro me fico,
Apreciando casa estrela.
Calado pela vida,
Falante pelo momento,
Calejado na lágrima,
Farejante no sorriso.
Vivendo pela alegria,
Correndo pela direção,
Que o Sol me mostra,
A cada luar preenchente.
Usando e trauteando,
As palavras de sorrisos,
Que se provocam do nada,
Nas ilusões traçadas.
Sou um louco assumido,
Que se sente por demais,
Numa vida estridente,
Em lugares a mais.
Nas estrelas me guio,
No sol me aqueço,
Na lua me deito,
Nas pedras me sinto...





segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ser único e em paz...


Ser único ou não,
Que sente o que poucos sentem,
Da forma que não deveria sentir,
A importância de palavras,
Que nos ouvidos ecoam.
Prioridades volvidas,
No meu ser perfilam,
Sentir que sou biblot,
No mundo existencial.
A paz que nasceu,
Ensinou a acalmar,
O que antes revoltava,
Agora apenas denota.
Já percebi que sou,
Sempre o ser,
Que de nada,
Torna tudo.
Mas que o tudo não é,
Até cansar de lutar,
De não ser o tudo,
Por mais que um segundo.
A mente não ajuda,
Neste crescimento doloroso,
Em lágrimas engolidas,
E orgulho revolvido.
Culpado me considero,
De ser o que sou,
Neste mundo perfeito,
Onde mora a minha imperfeição.
Guloso e sedento,
De fazer feliz,
Todos que rodeiam,
Com especiais sorrisos.
Faminto por conseguir,
Perceber o manto,
Que cobre quem amo,
E entender me assim.
Sou apenas e só,
Pó e nuvem passageira,
Num espaço relutante,
Onde a lua cresce.
Nas estrelas refugiu,
No silêncio me encontro,
No peito sinto,
A calma e paz,
Do ser deitado em mim...




quinta-feira, 21 de julho de 2016

As paredes pintadas...



Por entre quatro paredes,
Corpos colados entre si,
Trocados pelo frio da tinta,
Que acabava de secar.
Sons que se avizinhavam,
Calores que se sentiam,
Olhares que se cruzavam,
Dedos que entrelaçavam.
Nos desejos criados,
Pelo toque na pele,
Da tinta fresca,
Confundida com o suor.
O ondular da ventoinha,
Que percorria a tinta,
Fazia mexer cabelos,
É a pele refrescar.
Com a língua percorria-se,
A pele pintada,
De suores e tinta,
Que se juntava ao prazer.
Sentia-se bem,
Qual parede pintada,
Pois na outra,
O calor intensificava mais.
Dedos calejados,
Suaves como pincéis,
Dados a encontros,
Húmidos da pele.
Joelhos que no chão poisavam,
Para outras partes beijar,
É o tempo aqueçer,
Na pele fria da tinta.
A humidade aumentava,
No que escorria pelas pernas,
Por suaves movimentos,
Da língua no seu meio.
Desejos de prazeres.
Vontades de gritares,
Em tremenda quentura,
Que se provoca no prazer.
Em solo pintado,
Os corpos se unem,
Se ouvem gemidos,
Que molhado tudo tinham.
A tinta escorria,
Já misturada no molhado,
Que os corpos colados,
Provocavam entre si...




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sentir e louvar...



Já só queria sentir,
Tua vontade ou desejo,
Tua pele arrepiada,
Num suspiro de vento.
Penetrar tua mente,
Iluminar o desejo ardente,
De quem sente,
Mas foge no presente.
Uma chama que arde,
Um frio que desaparece,
Uma noite ao relento,
Numa cama desfeita.
Percorrer kms de pele,
Em pontas dos dedos,
Com a língua bem perto,
De uns lábios bem quentes.
Daria o mundo,
A volta ao universo,
Num minuto ou segundo,
A vontade imensa.
Tocar e saborear,
Um doce bem molhado,
Ou um beijos malicioso,
Que de pé me colocasse.
Veria com bons olhos,
Sentiria a pele quente,
Cada segundo tocado,
Ou badalado no relógio.
Vestido ou despido,
Um lugar bem luminoso,
Colado ou a tocar,
Numa noite de luar.
Manteria o desejo,
Numa chama de calor,
Pela lareira desligada,
Em sintomas de ardor.
São vontades ou desejos,
De tornar ainda mais quente,
Estas noites de luar,
Onde a lua iguala o sol.
Pela pele seguiria,
Nos movimentos de corpo,
Onde o prazer atinge,
Momentos de louvor...





sábado, 28 de maio de 2016

No quarto luminoso...


Chegado ao quarto,
Vejo luzes pequenas,
Cheiro a mel,
Com aroma de ti.
Nua numa cama,
Rodeada de velas,
Com partes tapadas,
Num corpo desnudado.
Lençóis de cetim,
De cor vermelha pura,
Com traços brancos,
E teu corpo deitado.
Chego perto da cama,
Pelas pernas subo,
Com os dedos que tocam,
Uma pele pedinte.
Vais olhando para mim,
Com vontade de mais,
Mas pedes assim,
Para o toque ser profundo.
Tua pele arrepia,
Em cada toque mais,
E o aroma vai sendo,
Cada vez mais intenso.
Um desejo sem fim,
De com a língua percorrer,
Esse corpo bem nu,
Que só os dedos deixas andar.
Quando por todo o corpo,
Os dedos navegaram,
A pele bem assente,
De que mais desejava.
No olhar um desejo,
Nos lábios um pedido,
Na pele que ardia,
Por um beijo ardente.
Com a língua percorro,
Cada traço de linha,
Nas curvas me perco,
E no olhar me encontro.
Passam tempo sem fim,
Horas ou minutos,
Não importa mesmo isso,
Pois o desejo está latente.
Ao fim de percorrer,
Esse corpo ardente,
Em constante pedido,
De viagem constante.
Plutão ou mais além,
Já só importa o meio,
O fim não se faz questão,
Nesta viagem navegante.
Os corpos por fim,
Se colam em perfil,
Com os lábios colados,
E os gemidos se prendem.
Num beijo demorado,
Como instante perdura,
Em forma de prazer,
Do gemidos bem quentes.
O aroma já intenso,
Pedindo mesmo o sabor,
De uma língua ardente,
Em momentos de prazer.
Por beleza de gemer,
Com a língua provocar,
Intensas emoções,
De gemidos gritantes.
Perdura no saborear,
O linguajar delirante,
Num pranto de calor,
Em aromas de prazer.













quarta-feira, 25 de maio de 2016

Subir com a língua...



Subo na rua de calçada,
Atrás de uma senhora,
Que de vestido justo ia,
Apreciando cada curva.
Percebo que nos deslocamos,
Para o mesmo sítio,
Mesmo local,
Mesmo sem ter nada combinado.
Ela entra pela porta,
Deixa a entreaberta,
Percebendo que venho atrás,
E sorri ali mesmo.
Pelos quadros pendurados,
Meus olhos passam rápido,
Sempre procurando,
O vestido justo de há pouco.
Encontro novamente o olhar,
O mesmo sorriso,
É aquele vestido,
Que delimita o corpo.
Paramos a ver,
O mesmo quadro,
Cruzamos olhares,
E sorrimos.
Ela sai,
Para e olha para trás,
E vê se a sigo.
Percebo a dica,
Vou atrás dela,
Sigo seus passos,
E ela sorri.
Leva me sem dizer,
Apenas caminhando,
Para uma rua,
Que não tinha saída.
Encosta se a parede,
Pedindo sem falar,
Beijos loucos,
E toques ardentes.
Quando o calor aperta,
Da boca dela sai,
Uma frase curta,
Vem comigo e vamos ao céu.
Sem querer saber,
Com ela vou,
Até onde ela quiser,
Só para sentir o céu.
Paramos num motel,
Subimos até ao quarto,
Onde as roupas desaparecem,
E a pele pede beijos.
Percorro com os dedos,
Todas as linhas dela,
Arrepiando cada linha,
Fazendo pedir mais.
Minha língua desenha,
Círculos na pele,
Que já queima,
Com o calor ardente.
Ela pede mais,
Quer voar sem sair,
Quer o céu,
Apenas e só,
Com os dedos e língua.







segunda-feira, 23 de maio de 2016

Olhar na totalidade...



Olho no espelho,
Vejo um reflexo,
De um corpo curvo,
Com linhas redondas.
Pergunto se toco ou não,
Diz me que só olhar posso,
Enquanto troca de roupa,
Mostrando suas lingerie.
Das linhas vistas,
As curvas pretendo perceber,
Com os dedos,
É a língua bem de fora.
Crio a ilusão de toque,
Penso como será,
Vejo e fico com vontade,
De percorrer cada linha.
São momentos belos,
Visão de um por do sol belo,
Uma brisa serrana de mar,
Um sol quente no inverno.
Fico à espera de mais,
Peço novamente para tocar,
Volto a ouvir um não,
Volto apenas a sonhar.
Depois de ver a troca,
A roupa quente vestida,
Dizes que posso tocar,
Mas apenas nos sítios nus.
As curvas escondem se,
Na roupa apenas se vê,
As linhas curvas,
De um corpo sensual.
Fixo no olhar,
Olhos nos olhos,
Dedos na pele nua,
E lábios no pescoço.
Vou usando a pele,
Para meu belo prazer,
Mas sentindo bem,
Cada arrepio provocado.
São momentos cintilantes,
Que meus olhos não escondem,
É o desejo de despir,
Uma roupa a pouco vestida.
Meus dedos trepantes,
Minha língua esvoaçante,
Meus lábios desejando,
Mais pele poder tocar.
Uso e usufruo.
Do que me deixam tocar,
Mas na mente só um desejo,
O de poder tocar mais...






sábado, 21 de maio de 2016

Na neve ardente...



Lá fora neva,
No quarto com lareira,
Que aquece corpos,
E alma nua.
Peles a pedir toques,
Lábios que se desejam,
Dedos tentados a percorrer,
As linhas curvas do ser.
Vinho nos copos,
Gelado nas taças,
Cama feita de cetim,
Lingeries delineadas.
Língua em tentação,
Olhos semi fechados,
Palavras sussurradas,
Pedidos ardentes.
Juntam se os corpos,
Mãos que se entrelaçam,
Lábios que se tocam,
Sensações quentes.
Pela janela o branco,
Da lareira a luz,
Uma cama que chama,
Dois corpos quentes.
Percorre se o corpo,
Primeiro com os dedos,
Seguido pelos lábios.
Não deixando nada ao acaso.
Gritos pequenos,
Gemidos sentidos,
Palavras pedintes.
Dos desejos ardentes.
Música que pede,
Mais toques e arrepios,
Em pele quente,
Que desliza no cetim.
Os corpos já nus,
Sem roupa adjacente,
Ficam colados,
Do calor emergente.
Sem fim à chegar,
A começar outra vez,
Os corpos pedintes,
De mais sensações ardentes.




terça-feira, 17 de maio de 2016

Voar até mais não...



Fecho o olhar,
Penso em coisas,
Vejo o luar,
Numa noite de tempestade.
Recordo e avanço,
Penso e resisto,
Tento e fico quieto,
Mas o olhar,
Esse percorre tudo.
Recaindo e levantando,
Tentando e voando,
Deixando as asas de lado,
E caminhando até a lua.
Julgava impossível,
Resistir de tal forma,
A queimar etapas,
Nos sonhos criados.
Sorrindo e cantando,
Gritando e calando,
Percorreria tempos sem fim,
Até Plutão chegar.
Voaria para além mar,
Correria peles infinitas,
Julgaria sobreranias,
De poderes imensuráveis.
Serei eternamente grato,
Ao passado que existiu,
Ao futuro que vira,
Neste presente embrulhado.
Na língua tenho o gosto,
Nos dedos a delicia,
No olhar o carinho,
No corpo à tentação.
Tomaria gosto de ti,
Em qualquer instante meu,
Para nos desígnios de Deus,
Me transformar em Adao.
Liberto minha raiva,
De no toque não poder,
De na suavidade do ser,
Voar até mais não.





domingo, 15 de maio de 2016

Na porta te vejo...



Chego a porta,
Vejo te nua completamente,
Apenas desnudada se calhar,
Vestida com um vestido,
Que curvas bem delineadas,
Se mostram pelo teu corpo.
Mandas sentar sem falar,
Dizes que hoje serei teu,
Objecto de prazer,
E que farei o que mandas.
Fechar os olhos,
Primeira ordem,
Sem se poderem abrir,
Pois assim será melhor.
Minha pele arrepia,
Com tua voz na minha orelha,
A falar sussurrando,
Com meiguice e poder.
Teus lábios tocam nos meus,
Teus dedos minha pele.
Que se vai arrepiando.
De cada toque teu.
Teus lábios descem,
Até ao limite do pescoço,
Que se junta com o peito,
Já despido por ti.
Teus dedos percorrem,
Até ao cinto,
Que desaparece num ápice,
Por tal domino teu.
Tua boca sobe e desce,
Por entre as linhas do peito.
Chegando ao pescoço,
No momento seguinte.
Sinto me nu,
Apenas de boxers vestidos,
E teus dedos dominam,
Todas as linhas do meu ser.
Tua língua toca me,
E aquece meu corpo.
Em crescente ebulição,
Que pretende mais e mais.
Usas cada pedaço meu,
Pelo que me sussurras ao ouvido,
Para teu deleite ver,
Meu corpo em viagem a Plutão.
Poderia ser melhor,
Não acredito que sim,
Pois teus objecto de prazer,
Usaste em teu deleite.
Pedes para abrir os olhos,
Teu vestido já não existe,
Apenas dois corpos nus,
Que se querem colar.
Assim fazes sem pedir,
Sentas em cima de mim,
E com teu sorriso maravilhoso,
Fazes o momento ficar eterno.
E a viagem que se segue,
Sem direito a paragem,
Vamos em sensações ternas,
Da eternidade do prazer.
Cada segundo um segundo,
Cada minuto um segundo,
Em horas se tornaram,
Por mais quentes que fossem.
Por fim e não no fim,
Ver teu olhar de deleite,
Por usares o meu ser,
Em cada pedaço teu,
Como uma forma suave,
De um prazer bem profundo.
Suavidade no toque,
Beijos bem quentes,
Sensualidade patente,
Em cada movimento teu.





Olhos fechados realmente...



Fecho os olhos,
Percorro as linhas curvas,
Que se formam em rectas,
E que tanto prazer me dá.
Na pele sinto o arrepio,
Sinto o crescer em mim,
Calores suados,
Em torno do meu corpo só.
Roupas que não existem,
Mas apenas na mente,
Pois não mais do que isso,
Poderei ter agora.
Línguas que andam,
Desejos de toque,
Dedos arrepiantes,
Pele bem ardente.
Gemidos que oiço,
Sem ninguém os fazer,
Meu corpo treme,
Com o pensamento da mente.
Libertarei meu grito,
No momento que tal,
Me deleitarei no toque,
De uma pele doce.
São vontades ou desejos,
Que minha mente perde,
Para um corpo terrível,
Que não resiste ao toque.
Daria de mim,
Aquilo que sei,
Não ser possível agora,
No momento ardente.
Só queria usar,
Voar ou deitar,
Tocar e olhar,
Sem ter que ser,
No pensamento mais distante.
Ficarei mudo ou não,
Neste desejo ardente,
De na pele passear,
Com lábios ou dedos.
Maravilhoso desejo,
Não mais do que isso,
Pois no toque impossível,
Não existe pudor.
Só queria percorrer,
A pele genial,
Com a língua total,
De uma ponta à outra.
Sem permanecer louco,
Nesta vontade muda,
Que se quer soltar,
Mesmo não podendo tocar.
Irei até ao fim,
Do limite do meu ser,
Para ter o prazer,
De gritar consegui.
São desejos imensos,
Vontades fortes em mim,
Que se quebram no olhar,
Por isso tento fecha-los.
No pensamento percorro,
A pele bem macia,
Com gemidos suaves,
E palavras sensuais.
Na mente voo bem,
Idealizo o momento,
De a pele arrepiada,
Ficar com o meu toque.
E o filme bem feito,
De no fim encontrar,
Os dois corpos colados,
Em suores bem ardentes.
Só queria percorrer,
As linhas curvas sem fim,
Até ao limite do corpo,
De uma pele arrepiada.
Com os dedos,
A língua até,
Lábios poderia ser,
Desde que real,
Pudesse ser.








Aprender a estar quieto...



Acordar e ter que sonhar,
Induzir em mim vontades quietas,
Desejos apagados no corpo,
Sonhar apenas estarei.
Criando novas sensações,
Novos conhecimentos,
Qualidades que não tenho,
Ficar quieto.
O toque mexe mais,
Que o pensar e sonhar,
Fiel a mim,
A endoidecer?
Não de certeza,
Etapas que aparecem,
Escadas que se escalam.
Mas no fim,
O crescimento eterno.
Herói não sou,
Criado de mim me tornei,
Vontades apagadas,
E desejos quietos.
Assim estou neste canto,
Onde o meu corpo,
Não quer obedecer a mente,
E os olhos só não chegam.
Maresias abrasivas,
Ventos muito irrequietos,
Sol muito quente,
E lua muito luminosa.
Neste ser que tanto sonha,
Que tanto imagina,
E que no fim,
Estar quieto,
Uma nova etapa...

sábado, 7 de maio de 2016

Será que me entendo?



Percebo o Mundo,
De uma forma invulgar,
Quase única,
Mas não sou único.
Gosto de fazer sorrir,
Sem lágrimas,
De ver rir,
Com a alma.
Sou incapaz de me entender,
Sou uma forma apenas,
Percebo o que sinto,
Não percebo o que sou.
A cada frase um sorriso,
A cada palavra um riso,
Se falo sério,
Então porque não sou aceite?
Só quero a paz,
Demorei a encontrar,
Na cidade que recusei,
Onde mesmo eu nasci.
Só quero fazer sorrir,
Fazer os outros felizes,
Com risos apenas,
De quem quer bem.
Sou o que sou,
Será que me entendo,
Isso não sei,
Mas sei que sinto,
Aquilo que sinto,
Sem risos de gozo.
Sou forma complexa,
Lutador pela paz,
E em constante movimento,
Que na paz se sente bem.
Permaneço quieto,
Lutando pelo sorriso,
Que ilumina meu ser,
E na paz me faz reinar.
Sou a lua com o Sol,
As Estrelas no meio da lua cheia,
A luz do caminho,
O rei na minha paz.
Foi na lua que vi o brilho,
No Sol senti o calor,
Nas estrelas o caminho,
Dentro de mim a paz...










Cruzamentos...



Nas linhas cruzadas da vida,
Quando chegamos ao cruzamento,
Decidir nem sempre é fácil,
Mas ajuda a ser feliz.
Nas pausas pretendidas,
Nas qualidades lutadas,
Daría tudo para estar certo,
Mesmo quando não estou.
Viajei até ao cruzamento,
Lá parei e olhei bem,
Vi o certo e o errado,
E lancei-me sem fim.
Vi o sorriso eficaz,
De anjo que me guia,
Na paz me encontrei,
No caminho fui levado.
Não fiz nada de mal,
Segui sempre o instinto,
De quem quer ser feliz,
E na paz ficar.

domingo, 17 de abril de 2016

Nas estrelas ficarás, anjo...



Partiste sem me despedir,
Sorriste sem te pedir,
Ensinaste muito de ti,
Deste muito a mim.
Tua forma simples,
Teu ser encantado,
Tua doçura sorridente,
Teu riso amado.
Gostava de te ter aqui,
Como sempre estiveste,
Sei que tua etapa aqui,
Acabou no dia de hoje.
Em estrela te tornaste,
Num anjo te transformaste,
Sou apenas parte de ti,
Em tudo que me deste.
Fizeste viver sonhos,
Esperanças dos dias que aparecias,
Fazendo especial,
Cada beijo teu.
Na lembrança te levo,
Na memória iras viver,
No meu sorriso tua parte,
No meu olhar tua ternura.
Agora sei que onde estás,
Tomaras conta de nós,
Como sempre fizeste,
Por tudo que eras tu.
Foi na memória de ti,
Que suporto a dor,
De não te poder abraçar,
Como só tu sabias dar.
Das estrelas sorridentes,
Sei que tenho mais uma,
Mas a certeza que agora,
Tomaras conta da tua metade.
Sei que teu sorriso é eterno,
Tua memória presente,
E quando nos encontrarmos,
Não te esqueças,
Que um abraço,
Sentido,
Vou querer...













sábado, 12 de março de 2016

Corpos traçados por tinta...



Corpo coberto de tinta,
Que desenhos traça,
Ideias ou vivências,
Que seres somos.
Mostrar a outros,
Esconder a ideia,
Vincar que se gosta,
Mesmo sem saber,
Que significado tem.
Prazer de ver desenhar,
Ideias que sorriem,
Nas linhas curvas,
De corpos nus.
São feitios,
São exemplos,
São momentos,
Que só quem faz,
Os percebe.
Descobre se ideias,
Mostram se pormenores,
Que em cada ser,
Mostram seu significado.
Tintas em corpos,
O mesmo destino,
Que as letras mostram,
Em textos sos.
Cada linha desenhada,
Em corpos nus,
Realçam ou picam,
A quem os vê.
Erotismo ou sensualidade,
Podem aparecer,
Com esses desenhos,
Que os corpos apresentam.
Nos desenhos me vejo,
Nas letras me encontro,
E provoco sem saber,
É mesmo sem querer.
Só quero alinhar,
As ideias mores,
De quem se vê,
No erotismo puro.
E para usar melhor,
Em Peluche me torno,
O dom que me enaltece,
De sorrir e fazer sorrir.
Usar a letra em pele,
Tornaria ainda melhor,
O desenho de seres,
Que se mostram.
Enaltecer corpos desenhados,
Pelos traços eróticos,
Que a tinta provoca,
E me deixa em sonhos.
Meu desenhar não é em corpos,
Mas liberto a mente,
Para desenhar corpos,
No meu ser.
A paz veio e chegou,
Sem corpo finito,
Mas em paz fiquei,
Com corpo eterno.








Banhado pela paz...



Nos segundos traçados,
Pelos caminhos volvidos,
A imensidão de um ser,
Apresenta luz e paz.
Sentido e vivendo,
Nas descobertas puras,
De sorrisos findos,
E olhares belos.
Libertando calores,
Focando paixões,
Heroicamente conquistadas,
Poderiam ser traçadas.
Guardando em nós,
Momentos bons,
Outros crescendo,
Outros de dores.
Mas que no fim,
Nos traçam como somos,
E que a paz conquista,
E volve a quem a vê.
Títulos postamos,
Qualidades vincamos,
Agimos conscientemente,
E rimos por fim.
Naqueles momentos,
No qual o Arco Íris,
Aparece e mostra,
Que seu pote existe.
Cores em mim,
Cinza por aí,
Recordo e vivo,
O futuro que aparece.
Sinto fugazmente,
Que o passado sou eu,
E que o futuro caminha,
Na minha direção.
Já só quero sorrir,
Ter a paz permanente,
Que descobri,
Neste local imenso.
Daria o meu ser,
Para que sorrisos,
Fossem eternos,
E os olhares permanentes.
Teria vontades,
Desejos ínfimos,
Daria poder,
A paz eterna.
Só quero o abraço,
O olhar terno,
O toque suave,
Que a paz me traz.
Fiel a mim.
Desconhecido para muitos,
Eterno o ser,
Que em paz se banha...









Luz e calor...



Fui acordado com a luz,
Que iluminava o quarto,
Mostrava corpos desnudados,
Seres sorridentes.
Pensei que estava sonhando,
Tentei chegar aos corpos,
E eles não se deixavam tocar,
Mas mostravam suas curvas.
Provocavam e tentavam,
Mostrar que os sonhos,
Se tornam reais,
Quando a mente quer.
São sonhos ilusões,
Tentações de mim,
Provocados e feitos,
Por curvas que desejo.
Libertei a mente,
Os corpos ficaram lá,
No toque desapareceram,
E no olhar sorriram.
Foi bom acordar assim,
Melhor quando a paz chegou,
Acariciou meu rosto,
E disse.
Bom dia,
Acorda que lá fora,
Esta sol e calor,
E hoje vai ser.
Um dia onde,
As lingeries e curvas,
Se vão mostrar,
E passear por aí...


quinta-feira, 10 de março de 2016

Portas que se abrem...



Chegar aquela porta,
Ela abrir se sozinha,
Apresentando um vulto-
Que semi nu estava.
Luzes apagadas,
Apenas as chamas da lareira,
Iluminavam as curvas,
Que o corpo tinha.
Encaminharam se para o sofá,
Sentaram e viram as chamas,
Os lábios tocaram se,
E os dedos na pele correram.
O calor aumenta,
A tensão cresce,
A pele arrepia,
E os olhos tocam se.
Foi ali mesmo,
Que os corpos nus ficaram,
E os dedos não paravam,
Pairaram nas peles.
Línguas que deslizam,
Lábios que mordiscam,
Dentes que arrepiam,
Dedos penetrantes.
Suores e sucos,
Suores escondidos,
Ultimatos de prazer,
Que se chegam à frente.
Ali naquele sofá,
Foi o início,
De algo crescente,
E que de novo será.
Sentimentos sentidos,
Vivências vivIdas,
Calores sentidos,
Tensões vividas.
E de gemidos e prazeres,
Gritos deslumbrados,
Timidamente largados,
E os prazeres aumentam.

quarta-feira, 9 de março de 2016

O dia D de muitos seres...



Foi nas linhas duplas,
Que as intenções ficaram,
Moraram em prazeres,
Infindáveis de loucura.
Igualdades possíveis,
Tentações imensuráveis,
Loucuras incontáveis,
Desejos sem fim.
Corpos nus ou semi nus,
Tanto faz da forma de ver,
O que importa é o conceito,
De prazeres finais.
Sonhos ou realidades,
Tensões que se transformam,
Tesoes que apareceram,
E que se findam na mente.
Foi nos locais diferentes,
Em corpos distintos,
Que se formaram sensações,
De prazeres talvez.
Gostariam ou não,
De os repetir talvez,
Em locais diferentes,
E realidades distintas.
Foram promessas,
Finais iniciais,
Heróis imensos,
Que no prazer desfilam.
Qualidades procuradas,
Liberdades clausuradas,
Limites ultrapassados,
E por fim,
Tentações e tensões,
Que pairam na mente.
Finíssima sensação,
De prazeres novos,
Nunca experimentados,
Jamais julgados.
Fielmente julgados,
Por seres cansados,
De o hoje ser ontem,
É o amanhã será hoje.
Porque dos prazeres sentidos,
O medo interfere,
Na busca quente,
De novos sentidos.











quinta-feira, 3 de março de 2016

Noites sorridentes...



Poderiam as noites não acabar,
Os lençóis não saírem,
Os sonhos não acabarem,
As diferenças ficarem quentes.
Saberíamos entender,
As qualidades pretendidas,
As peles nuas,
E dados singelos.
Ficaria ali quieto,
Sentado ou deitado,
Apenas e só querendo,
Na pele navegar.
Fechar e isolar,
Esquecer o mundo,
Que lá fora persiste,
Em dar mais de nada.
Poderosos toques,
Línguas que aquecem,
Pelos arrepiados,
E retoques doces.
Tentaria ali ficar,
Pela pura sedução,
De amores quentes,
Em tesao alucinante.
Foi assim que previ,
Será que é assim que será,
Neste mundo alucinante,
Onde só os loucos habitam.
Foi nos esquecimentos que tive,
Nas lembranças que ficam,
Nos pensamentos tentantes,
Que doíem as mentes.
Fiquei calei e enrolei,
Andei busquei e abracei,
Corri mirei e agarrei.
Parado no meu ser,
Sentindo as sensações,
Que na mente permanecem,
E pelo corpo percorrem.
Foi assim que escolhi,
Foi assim que encontrei,
Foi assim que derramei,
E que no fim sorri...







Esperamos percorrer as linhas...



Sentado a espera de algo,
De caminhos internos,
De viagens infinitas,
De gostos peculiares.
São desejos com vontades,
Sonhos que jamais se realizam,
Doadores de linhas,
Que de traços não passam.
São limites aprendizaveis,
Que tais qualidades vis,
Em tamanha resposta,
De gostos e desgostos.
Polímeros que trazem arestas,
Quadrados que se usam como assentos,
Cubos que não passam do papel.
E no fim,
São limites que jamais traçamos,
Ou que chegamos a traçar,
Mas que nos fazem crescer,
De tamanha aprendizagem.
E nos limites que temos,
Fazemos sorrir,
Com olhares e lábios,
Mesmo que por dentro,
Das lágrimas nos lavamos.
Eternamente algo longo,
Mas que se deseja que não chegue,
Quando se tem a paz,
Que tantas vezes,
Foi gritada a pedido.
Poderíamos fugir,
Até mesmo correr,
Mas as linhas traçadas,
São as que queremos percorrer...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Deitado no erotismo...



Naquela cama deitada,
Com grades a cabeceira,
Algemas por entre grades,
E braços colados as grades.
Corpo meio vestido,
Pele arrepiada,
Olhos vendados,
E lábios mordiscados.
Com ilusões e travões,
De quem quer mais,
Sem pedir e exigir,
Roupas que se rasgam.
Dedos que na pele navegam,
Lábios que na pele tocam,
Lingua que pelas linha traça,
Os arrepios bem cravantes.
Na pele nua queima,
Os toques sensuais,
E as algemas que prendem,
Mas que querem soltar.
Pedidos e gemidos,
Trocados num só,
Vontades alcançáveis,
E sonhos desejados.
Só assim poderia ser,
E com os olhos abertos,
Sentir como se fosse ali,
A realidade erótica.
E perceber que,
Aos olhos abertos,
As algemas não estavam,
E a pele desaparecera.
E fechar os olhos,
Em busca de prazeres,
Que desvaneceram ao acordar,
E no sono quiseram ficar.
Com as algemas sonhei,
Com a pele idealizei,
Com o prazer finalizei,
E com o erotismo fiquei...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Anseio por fim...



Meu ser anseia por ti,
Agora que na paz me sinto,
Ele navega por aí,
Esperando teu sorriso.
Gostava de ter asas,
Saber voar até,
Para te encontrar,
Mesmo que te escondas.
São momentos vividos,
Desejos que se vivem,
Mortes anunciadas,
Em momentos passados.
Sorrisos que virão,
Momentos alegres virão,
Corpos unidos no frio,
E amantes no verão.
Alegrias que percorrem as veias,
Pensamentos que nos animam,
Regressos sentidos,
E a paz que não se ausenta.
Liberto de frios,
Calores intensos,
Que persistem em mim,
E que me fazem a paz.
Na pele navego,
No sorriso me alegro,
No toque me seduzo,
No ser me encontro.
É por fim, 
Que sei a paz,
Que meu conforto me dá,
E que me encontro.
Foi por aqui,
Nas terras existentes,
Que a paz entrou,
Na maior calma,
E onde nunca pensava,
Que a teria por fim.

Sentir interminável...


Fecho os olhos e sinto,
Calo me e oiço,
Junto meus dedos e percorro,
Na mente a pele macia.
São linhas navegantes,
Traços delineados,
Desejos ardentes,
De com lábios tocar.
Vontades desejáveis,
Loucuras puras de sentir,
Pulsares e arrepios,
De na pele sentir.
São segundos até,
Minutos talvez sim,
Horas longas de sorrisos,
Com o mais puro prazer.
Brutalmente meu corpo deseja,
Minha alma anseia,
Meu toque ilusionista,
De pele assim percorrer.
Nos segundos me perdia,
Nos minutos percorria,
Nas horas juntaria,
Gemidos ao prazer.
Todas as posições imaginadas,
Em árvores plantadas,
Pelas flores percorridas,
Empaladas nas brisas.
Foram sentidas e tocadas,
Desejos violaveis,
Imaginações alcançáveis,
Por detrás do toque.
Suavidade percorrida,
Em tamanha sabedoria,
De prazeres infinitos,
E géminos intermináveis.











Sorrisos fatídicos...



Naquela tarde fatídica,
Onde o sol se escondeu,
A lua estremeceu,
As estrelas apagaram.
Onde as curvas ficaram rectas,
As linhas ficaram a tracejado,
O dia ficou noite,
E a noite virou escura.
Os pássaros aterraram,
As pessoas pararam,
Os carros sumiram,
E as cores ficaram cinza.
Os seres apareceram,
Falaram ou gritaram,
Ninguém os ouvia,
Até o ser se transformar.
Foram luares perdidos,
Sois encontrados,
Flores sem florescer,
E plantas a diminuir.
Os sonhos ilusões,
As ilusões verdades,
Poderes inexistentes,
E caminhos desistentes.
E com luares e olhares,
Poderíamos subir ao trono,
Até no mais ínfimo desejo,
De sorrir com olhares.
Assim foi esse dia,
Fatídico diriam,
Mas alguns sobreviveram,
E dai sorriram...








terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A neve...



No branco manto de neve,
O gelo se apodera do corpo,
Enquanto o calor vai se fumegando,
Com o sol que aparece do nada.
Arrepios de frio,
Com sensações de calor,
Visões de pavões,
Que voam como pardais.
Na serra se encontra beleza,
Encontram-se purezas,
Vivem se sensações doces,
E paladares fortes.
Caminhando pelo nada,
Viajei até ao outro lado,
E de lá vi,
A serra diferente.
Cansada e triste,
Alegre e viva,
Forte pela escalada,
Fraca pela água.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Luares com chama...




Nos sonhos de luar.
Nos corpos chocantes,
Nas linhas tortas,
Nas curvas deliciosas.
Regando vorazmente,
Com línguas passageiras,
Em peles secas,
Que se tornam doce e húmidas.
Quentes dum frio tal,
Que se apoderam de gemidos,
Com poderes traulitantes,
E capazes de seduzir.
Libertando momentos,
Soltando vontades,
Poderosas tentações,
De um viajante lunar.
São segundos saltitantes,
Minutos voantes,
Horas passantes,
E dias contrastantes.
Apenas e só,
Porque nos toques,
Aqueles suaves e doces,
Arrepios deixam na pele.
Momentos de fechar olhos,
E sentir como se hoje fosse,
E afinal anos passaram,
Ou então,
Apenas imaginação seriam.
E naquele luar,
Ao chover com trovões,
A alegria do sol chega,
E faz sorrir.
Quem por de fora vê,
O que se derrete,
Num simples olhar,
De ligações apertadas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dados por prazer...



Nos dados adquiridos,
Nos sentimentos volvidos,
Saboreando palavras dóceis,
Libertando sentidos gemidos.
Fulminantes olhares,
Queimamos prazeres,
Sentimos felizes,
Qualidades inertes.
Poderia o céu ser perto,
As estrelas cadentes,
Os mares calmos,
Os rios riachos.
Que não mais sentimentos,
Prazeres até mesmo,
De curvas volventes,
Em peles ardentes.
Julgaria poderes doados,
Caminhos travessos,
Pontes quebradas,
E estradas esburacadas.
Em tamanhas vivências,
Ligando sentimentos sentidos,
Em corações vivos,
Nos corpos quentes.
Linhas traçadas,
Pelas peles curvas,
Arrepiadas com beijos,
E em lábios molhados.
Suando pelos poros,
As sensações bem ardentes,
Onde se sente arrepios,
De toques semelhantes.
Voaria até ao céu,
Correria até ao mar,
Andaria até ao sol,
Para sentir tal prazer...

Queria ver sedas...




Queria esvoaçar até ali,
Queria voar até ao mar,
Queria navegar na busca,
Queria procurar algo.
Vi que não valia a pena,
Vi que no nada existe,
Vi que liberto se ganha,
Vi que a paz existe.
Caminho descalço,
Nas pedras da calçada,
Que de tão quente estarem,
Se tornam impossíveis tocar.
Corra na direção,
De estrelas que brilham,
Sempre por trás de nuvens,
E que cantam saudades.
Foi aqui e ali,
Que meu ser se encontrou,
Em tamanhas presenças,
Que me fizeram sorrir.
Sou mais perto de ser,
Um ser que de nada ser,
Se tornou algo a ser,
Na imensidão do meu ser.
Foram curvas e rectas,
Foram as contra inversões,
Doando visões infinitas,
De poderosas curvas terem.
Sentindo qualidades imperfeitas,
Vivenciando ilusões perfeitas,
Tocando em peles de rosas,
Que de nuas se tornam perfeitas,
Peles de seda...

Instantes antes ou depois...



Sonhos criados,
Ilusões tentadas,
Visões conseguidas,
Qualidades procuradas.
Violões tocando harpas,
Ídolos que se cercam de viloes,
Asas que se rasgam,
Poderes que se acabam.
Finais felizes ou não,
Com chuva e sol,
Que ao mesmo tempo,
Nos beijam a pele.
Maresias na serra,
E neve no mar,
Estradas descalças,
E pés de alcatrão.
São vidas mortas,
Que renascem com cinzas,
E ao arco íris chegam,
Com belezas finitas.
Cercados e sorrisos,
Toques suaves,
Beijos doces,
E olhares quentes.
Final ou começo,
Só o Mundo sabe,
Que no fim de tudo,
Se pode dizer,
Foi ali,
Naquele instante,
Que tudo começou,
Ou até mesmo,
Que acabou...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Realidades idealizadas...



Nas linhas que traço,
Nos pensamentos que vagueiam,
Nas dedadas sentidas,
Nos toques dados.
As emoções fortes,
Fazem sentido ilusório,
Nos caminhos sonhados,
De uma realidade vã.
Rodeado por nadas,
Alegrado por todos,
Jamais iria pertencer,
Ao quadro de perfeição.
Parecendo aqui liberto,
Olhando como um preso,
Galgando oposições criadas,
E as pedras ruindo sem destino.
Era sonho ou não,
Fui vivendo padecendo,
Criando um ou outros tal,
Que de mal apenas só.
Filiando aromas eternos,
Degustando paladares de outrora,
Foi em tal momento sério,
Que apenas riso saia.
Realizando fantasias,
Ou apenas as idealizando,
Não importa com tal feito,
Apenas saber que sorria.
Tutelava meu ser,
Criava pertenças de mim,
Quebrando vidros intactos,
E neles sobrevoava,
Sem dor...

Já fui tudo e nada...



Já vivi e já morri,
Já cresci e diminui,
Já me encontrei e perdi,
Já fui e voltei.
Capaz de ser o que não sou,
Capaz de lutar pelo que não sou,
Capaz de ver o que não sou,
Capaz de me transformar.
Voltar ao que sou,
Voltar a ver mar,
Voltar com sorriso,
Voltar a ver lua junto ao Sol.
Gritei e ninguém ouviu,
Gritei e todos correram,
Gritei de revolta do meu ser,
Gritei para mostrar meu ser.
Julguei ser herói,
Julguei ser capaz de tudo,
Julguei que seria eterno,
Julguei até o meu ser.
Fiz de tudo e de nada,
Fiz coisas de pura beleza,
Fiz coisas que magoaram,
Fiz o que meu ser defendia.
Queria fazer sorrir o mundo,
Queria ser pequeno ao luar,
Queria ser sombra do sol,
Queria apenas ser eu.
Foi nas estrelas que cresci,
Foi nas nuvens que viajei,
Foi nas terras que vivi,
Foi a paz que procurei.




Só quero paz no meu mundo...



Sentei na beira do rio,
Entrelaçado nas rosas perfumadas,
Vi carpas saltitantes,
Que contra a maré nadavam.
Fui até ao mar,
E nas ondas do vai e vem,
Vi golfinhos viajantes,
Que sorriam ao saltar.
Feri-me e curei-me,
Encontrei e perdi,
Busquei e nada vi,
Pedi e não aconteceu.
Foram anos fio,
Subindo e descendo,
Cansado e atento,
E não percebi o talento.
E naquele alento sorridente,
Tratei do meu ser,
Libertei as amarras,
É o meu ser,
Tornou-se um ser.
Posso ser o que sou,
Imaginar o que não sou,
Dar de mim o que tenho,
E a mim nada receber.
Mas no entanto o talento,
Esse percebi,
Que de fazer rir,
Sou capaz,
E sorrir eternamente.
Ia e ficava,
Lutava e acalmava,
Tratava e nada fazia,
Heroicamente fui eu.
Já só queria saber dos outros,
Dos outros alegrar,
Fugir do que me destinava,
Em orações de saber.
Qualidades fugidias,
Orvalhos sentidos,
Poderes conquistados,
Liberdade a quanto obrigas.
Sou aquilo que sou,
De mim tenho o que sou,
Aos outros mostro o que sou,
Sempre no ser do que sou.
A paz aparece do nada,
Em terras apagadas,
E nas noites de trovões,
Vejo o Sol sobre a Lua.
Poderia conquistar o mundo,
Poderia ficar no meu mundo,
Qual deles o melhor,
Apenas sei que paz quero.









quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Louco eroticamente...



Arranjei forma de crescer,
Até ao momento infinito,
De uma altura tamanha,
Que gigante parecia ser.
Encontrei um escape tal,
Que de fugaz vontade era,
E de tamanha erótica ser,
Qualidade aprovada ter.
Reprovando os sentidos,
Aprovando as ilusões,
Garantindo as emoções,
E tratando dualidades.
Loucos por erotismo,
Eroticamente falando,
Corpos quente deliciam,
Em erotismo de prazer.
Critérios usados,
Suando direitos,
Qualificando sujeitos,
Que se dão ao prazer...

Ser o meu não ser...



Naquela nuvem que sobrevoava a mente,
Naquele raio de luz que iluminava o olhar,
Diante daquela montanha rasgada,
Calmamente flutuava uma brisa,
Que facilmente se sentia,
Ali logo ao pé da última onda marítima.
Perdido no tempo,
Encontrado no horizonte,
Pegando na nuvem,
Encontrei pedaços de ser.
Foi na calma e no sossego,
Que de gritos se ouviram,
Como que a pedir,
Por uma ajuda imaginaria.
Fiquei parado ali,
Pensando no que fazer,
Até que me dispus,
A sentir que ser queria,
Saltei até ao finito,
De um lugar tão infinito,
Que por estar com pés no chão,
Sua beleza percebia ter.
Gostava de sentir,
O que naquela nuvem vinha,
Pois de tão calma ter,
Seria um ser ou não ser.
Perdi a noção de tempo,
Encontrei o relógio no pulso,
Vi as horas e ali fiquei.
Esperando o tempo parar.
Não vi mais tal nuvem pairar,
Pois se o ser seria ou não,
Apenas senti que queria,
Mais uma vez ser o ser.
Viajei tempos e lugares,
E a paz encontrei,
No único lugar,
Onde nunca sonhei.
Vivi onde quis viver,
Fugi de onde não quis viver,
Vivi em lugares belos,
E no que menos pensei,
Minha paz encontrei,
Quando menos esperei.
E na nuvem quis voar,
Para percorrer o tempo,
E encontrar tal ser,
Que seria sem ser.
E naquela tempestade,
Fiquei sem chão,
Para na nuvem voar,
E encontrar a razão.
Perdi tempo e achei tempo,
Voei no tempo e parei no mesmo,
No distúrbio de uma paz singela,
Percebi onde minha paz seria.
Foi ali naquela nuvem,
Que meu ser se tornou ser,
Onde o mais agrado ser,
Permitiria ser ou não ser.
E assim na nuvem de luz,
Vi a montanha rasgada pela brisa,
De um ser meu ser,
Que não ser seria meu ser...







quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sentindo e vivendo...



Olhei e não vi,
Caminhei parado,
Ouvi o silêncio falar,
Senti ilusões na pele.
Vivi as curvas e descurvas,
Percorri montanhas e vales,
Voei junto das nuvens,
Sentei-me em nenúfares flutuantes.
Fechei os olhos e toquei,
Abri e nada lá estava,
Doei de mim a mim,
E busquei de alguém para alguém.
Gorei saudades lembradas,
Foquei momentos inexistentes,
Abri portas abertas,
E nas fechadas me tranquei.
Na pele senti o calor,
Na alma o ardor,
Na mente o pendor,
De quem adora o amor.
Reflicto o que refilo,
Liberto o que sinto,
Nas tensões que prendo,
E nas visões me entendo.
Senti como nunca,
Vivi como nunca,
A alegria de sorrir,
Ou a tristeza de chorar.
Zelando a cada interesse,
Sempre no máximo pretexto,
De poder saborear,
As vidas que outrora,
Me fizeram ser como hoje.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desarrumado serei eternamente...



Ja vi longos caminhos,
Em curto espaço de tempo,
Já vi locais curtos,
Em longos tempos de espera.
Já vivi momentos de ser,
Alguns tempos de improviso,
Outros de tentativas,
E demais temperos.
Galguei muros de água,
Saltei em locais onde não tinha pé,
Voei raso onde se caminha,
E dormitei em locais impróprios.
Bastaria um sim,
Um talvez,
E um não,
Para me sentir eu.
Virei páginas inviáveis,
Troquei letras devidas,
Faltei a locais traçados no destino,
E compareci onde não devia.
Tracei meu rumo,
Voei no seu sumo,
Fiel fiquei doendo,
Saboreando caminhos longos.
Sou eu aqui,
Ali serei eu,
Acolá também acho,
Que eu serei.
Gostaria de no mundo desenhar,
Traços lineares de curvas perfeitas,
Em factos que traçados,
Não mais seriam,
Que linhas desenhadas.
Poderia o mundo desabar,
Que no meu ser,
Eu me encontrava,
Dentro desta desarrumação,
Que meu ser,
Apenas assim sabe ser.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ser perdido...



Deitado me ergo,
Sentado caminho,
Caminho deitado,
E nos olhos oiço.
Nos mares me revejo,
Nas estrelas me encanto,
Nas estradas percorro,
E nos ouvidos sinto.
Já vi luas pequenas reluzentes,
Sois caminhando para mim,
Anjos que não param de caminhar,
E nos dedos vejo.
Qualquer caminho,
Trilhado ou traçado,
No fim tem sempre,
Algo que o destino,
Nos quer oferecer.
Tendo em mim,
Algo de mim,
Que só a mim interessa,
É só a mim me dou.
Caminho em direcção,
Busco a perdição,
Em sentidos vivos,
Do que o meu ser incansável,
Não quer perder...